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Manifestações da direita reúnem apoiadores de Bolsonaro pelo Brasil com pedidos de impeachment de Lula e Moraes

Os atos pediram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Milhares de manifestantes foram às ruas neste domingo (3/8) em diversas capitais e cidades do interior do Brasil, atendendo à convocação de parlamentares da direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os atos pediram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pela primeira vez, os organizadores decidiram pulverizar os protestos em vez de concentrá-los em grandes capitais. A mobilização alcançou pelo menos 37 cidades brasileiras, com manifestações simultâneas em todas as regiões do país.

Mobilização começou cedo nas capitais

Em cidades como Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Belém, Salvador e Rio de Janeiro, os atos começaram ainda pela manhã. Em São Paulo, a manifestação principal teve início por volta das 14h, na Avenida Paulista, mas já às 11h havia aglomeração de manifestantes vestindo verde e amarelo.

Cartazes com críticas a ministros do STF e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foram erguidos com frases como “Inimigos da Nação” e “Anistia já”.

Brasília: “Fora Lula, Fora Moraes”

Na capital federal, o protesto foi marcado por discursos inflamados das deputadas federais Bia Kicis (PL-DF) e Caroline De Toni (PL-SC), e do deputado distrital Thiago Monzani (PL-DF). Em tom crítico, Bia Kicis atacou o projeto de lei que criminaliza “traição nacional” e associou adversários políticos a interesses estrangeiros. O público respondeu com gritos de “Fora Lula” e “Fora Moraes”.

São Paulo: maior ato do dia

Na Avenida Paulista, maior foco da mobilização nacional, os atos começaram à tarde com lideranças como Nikolas Ferreira e Silas Malafaia. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu por motivo de saúde. Nikolas protocolou recentemente novo pedido de impeachment contra Moraes, alegando “perseguição a opositores”.

(Foto: Redes Sociais)

Belo Horizonte: Telão exibe Eduardo Bolsonaro direto dos EUA

Em BH, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) liderou os protestos na Praça da Liberdade. O ato contou com a participação remota de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que falou por vídeo direto dos Estados Unidos. Ele defendeu a ampliação das sanções contra Moraes na Europa e afirmou estar com as contas bloqueadas no Brasil.

Nikolas também criticou a diplomacia do governo Lula e exibiu uma ligação em vídeo com Bolsonaro: “Ele não pode falar porque estamos em uma ‘democracia’, mas acredito que ele possa ver”, disse, virando o celular para a multidão.

Copacabana: Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro presentes

No Rio de Janeiro, milhares se reuniram na orla de Copacabana, onde o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL) marcaram presença. Flávio classificou a sanção americana a Moraes como “vergonha nacional” e afirmou que os atos representam a luta pela liberdade no país.

Foto: Reprodução/TV Globo

Belém: Michelle Bolsonaro lidera ato

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, líder do PL Mulher, comandou a manifestação em Belém (PA). Em discurso, defendeu o “fim da censura” e afirmou que o Brasil vive injustiças sob o atual governo. “Reaja, Brasil!”, conclamou a ex-primeira-dama, que também citou o simbolismo religioso da cidade.

(Foto: Kayo Farias/Divulgação/Ascom deputado estadual Rogério Barra)

Goiânia: Gayer fala em “fim do medo”

Em Goiânia, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que a praça Tamandaré estava lotada como há muito não se via. Criticou a atuação do STF e declarou: “Moraes, o tempo do medo acabou”.

Interior do país também se mobiliza

Além das capitais, cidades do interior também registraram atos. Em Chapecó (SC), por exemplo, foi realizada uma carreata. O pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores do movimento, afirmou que a ideia era “marcar posição” contra o que classificou como abusos de Moraes.

Oposição também fala em impeachment de Lula e anistia

Apesar do foco em Alexandre de Moraes, lideranças bolsonaristas também levantaram a pauta do impeachment do presidente Lula. Embora considerado improvável nos bastidores, o tema está sendo utilizado para mobilizar a base bolsonarista.

A anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023 foi outro tema recorrente. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a pauta será prioridade na volta dos trabalhos legislativos, nesta segunda-feira (4).

Atos ocorreram em todas as regiões do Brasil

Além das cidades mencionadas, os atos ocorreram também em:

  • Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Aracaju, Maceió, Campo Grande, Cuiabá, Palmas, Boa Vista, Manaus, entre outras.

  • A lista de cidades com manifestações chegou a mais de 37 localidades, algo inédito nos atos organizados pela base bolsonarista.

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Milhares de manifestantes foram às ruas neste domingo (3/8) em diversas capitais e cidades do interior do Brasil, atendendo à convocação de parlamentares da direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os atos pediram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pela primeira vez, os organizadores decidiram pulverizar os protestos em vez de concentrá-los em grandes capitais. A mobilização alcançou pelo menos 37 cidades brasileiras, com manifestações simultâneas em todas as regiões do país.

Mobilização começou cedo nas capitais

Em cidades como Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Belém, Salvador e Rio de Janeiro, os atos começaram ainda pela manhã. Em São Paulo, a manifestação principal teve início por volta das 14h, na Avenida Paulista, mas já às 11h havia aglomeração de manifestantes vestindo verde e amarelo.

Cartazes com críticas a ministros do STF e ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foram erguidos com frases como “Inimigos da Nação” e “Anistia já”.

Brasília: “Fora Lula, Fora Moraes”

Na capital federal, o protesto foi marcado por discursos inflamados das deputadas federais Bia Kicis (PL-DF) e Caroline De Toni (PL-SC), e do deputado distrital Thiago Monzani (PL-DF). Em tom crítico, Bia Kicis atacou o projeto de lei que criminaliza “traição nacional” e associou adversários políticos a interesses estrangeiros. O público respondeu com gritos de “Fora Lula” e “Fora Moraes”.

São Paulo: maior ato do dia

Na Avenida Paulista, maior foco da mobilização nacional, os atos começaram à tarde com lideranças como Nikolas Ferreira e Silas Malafaia. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu por motivo de saúde. Nikolas protocolou recentemente novo pedido de impeachment contra Moraes, alegando “perseguição a opositores”.

(Foto: Redes Sociais)

Belo Horizonte: Telão exibe Eduardo Bolsonaro direto dos EUA

Em BH, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) liderou os protestos na Praça da Liberdade. O ato contou com a participação remota de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que falou por vídeo direto dos Estados Unidos. Ele defendeu a ampliação das sanções contra Moraes na Europa e afirmou estar com as contas bloqueadas no Brasil.

Nikolas também criticou a diplomacia do governo Lula e exibiu uma ligação em vídeo com Bolsonaro: “Ele não pode falar porque estamos em uma ‘democracia’, mas acredito que ele possa ver”, disse, virando o celular para a multidão.

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Foto: Reprodução/TV Globo

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(Foto: Kayo Farias/Divulgação/Ascom deputado estadual Rogério Barra)

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Interior do país também se mobiliza

Além das capitais, cidades do interior também registraram atos. Em Chapecó (SC), por exemplo, foi realizada uma carreata. O pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores do movimento, afirmou que a ideia era “marcar posição” contra o que classificou como abusos de Moraes.

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Apesar do foco em Alexandre de Moraes, lideranças bolsonaristas também levantaram a pauta do impeachment do presidente Lula. Embora considerado improvável nos bastidores, o tema está sendo utilizado para mobilizar a base bolsonarista.

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