O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) declarou, nesta segunda-feira (20/7), que decidiu manter sua pré-candidatura ao Senado pelo Amazonas, decisão que recebeu respaldo público de lideranças do partido no estado. A decisão ocorre após o senador Eduardo Braga (MDB) afirmar, em entrevista, que havia pedido ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, que Ramos não disputasse o Senado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Ramos afirmou ter decidido seguir com a pré-candidatura após ouvir familiares, amigos e militantes do partido.
“Não houve nenhum comunicado formal. Houve uma conversa e um apelo do presidente Edinho. Mas eu voltei para Manaus, ouvi a minha família, meus amigos mais próximos, a militância do PT e cheguei à conclusão de que não tenho o direito de desistir dessa candidatura, porque ela não é mais minha. Ela representa o desejo dos eleitores do presidente Lula que querem ir para a urna tendo um nome progressista, de esquerda e que defenda o legado do presidente Lula para votar”, declarou à Onda Digital.
Mais cedo, em publicação no Instagram, o petista já havia agradecido as manifestações de apoio recebidas desde que confirmou sua pré-candidatura e afirmou existir, no Amazonas, um eleitorado que deseja votar em um nome progressista, de esquerda, identificado com o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, sua candidatura busca representar esse segmento do eleitorado e defender pautas como a Zona Franca de Manaus, a bioeconomia, a segurança pública e a melhoria da saúde no estado.
Apoio da direção estadual
O vereador José Ricardo (PT) afirmou que o diretório estadual continua favorável à candidatura de Ramos ao Senado.
“Teve essa reunião ampliada de filiados na quinta-feira e defenderam a manutenção da pré-candidatura ao Senado de Marcelo Ramos. Eu acredito que deve-se tentar sustentar isso”, disse zé ricardo.
Segundo o parlamentar, o diretório estadual já havia aprovado o nome de Ramos e comunicado oficialmente a direção nacional do partido. “A princípio, aqui, em termos de direção, não tem nenhuma orientação para mudar isso. Não sei se o PT Nacional vai querer fazer alguma alteração, mas acredito que, se aqui tem uma base de apoio e está defendendo, isso deva ser mantido”, declarou.
A manifestação reforça o posicionamento da militância amazonense, que, na semana passada, realizou uma plenária em defesa da manutenção da pré-candidatura de Ramos ao Senado, mesmo diante do impasse envolvendo a direção nacional da legenda.
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Impasse com a direção nacional
Na semana passada, Ramos afirmou ter sido informado pela direção nacional do PT de que o partido preferia sua candidatura à Câmara dos Deputados, entendimento que, segundo ele, teria sido influenciado por um pedido do senador Eduardo Braga (MDB), pré-candidato à reeleição.
Nesta segunda-feira (20), porém, o ex-deputado afirmou não ter recebido qualquer comunicação formal sobre a retirada de sua pré-candidatura e disse ter decidido manter o projeto político após consultar lideranças e militantes do partido.
A reportagem procurou o senador Eduardo Braga, o presidente estadual do PT, Sinésio Campos, o presidente nacional do partido, Edinho Silva, e a assessoria do presidente Lula para comentar a decisão de Ramos e esclarecer o posicionamento da legenda sobre a disputa ao Senado. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.
