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Mauro Campbell defende critério técnico e vivência institucional para escolha de novo desembargador do TJAM

Durante passagem por Manaus, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, defendeu que a escolha do novo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) priorize critérios técnicos, como a vivência institucional e o histórico profissional dos candidatos — tanto no Ministério Público quanto na advocacia.

Campbell participou de uma homenagem na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e, ao ser questionado sobre a formação da lista sêxtupla da OAB-AM — etapa inicial da escolha para a vaga no TJAM —, destacou a importância de um passado sólido e comprometido com as instituições por parte dos postulantes.

“O papel que eu eventualmente posso exercer é de consultor das senhoras desembargadoras da corte para alguma intervenção aqui. A minha visão de quinto constitucional, não importa se para o Ministério Público ou para a Advocacia, é fulcrada no seguinte: quem quiser integrar uma corte precisa ter vivido a instituição que representa. Isso vale para promotores, procuradores, advogados e advogadas. Eles precisam ter um passado que os qualifique para representar à altura a classe que integrarão no tribunal”, afirmou o ministro.

A eleição para o novo desembargador promete ser uma das mais relevantes dos últimos anos, não apenas por abrir espaço à representatividade, mas também pelo debate sobre o peso da experiência institucional dos candidatos. A expectativa é que a lista sêxtupla enviada pela OAB-AM tenha paridade de gênero e cotas raciais, o que seria um marco inédito no estado.

Campbell também criticou a possibilidade de redução da lista para uma tríplice sem a devida consideração da trajetória dos concorrentes. Para ele, não basta o título — é preciso comprovar atuação real e consistente no dia a dia da Justiça.

“Não acho correto que o tribunal escolha advogados e advogadas que não tenham um passado institucional. Quando eu digo que o advogado precisa ‘colocar o umbigo no balcão da vara’, não falo apenas de militância. Falo de presença, de atuação com brilho, honestidade e correção. Isso é o que conta”, ressaltou.

A escolha final do novo desembargador será feita após a formação da lista tríplice, com votação no próprio Tribunal de Justiça. A discussão já começa a movimentar os bastidores do Judiciário e da advocacia amazonense.

 

Assista ao vídeo: 

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Durante passagem por Manaus, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, defendeu que a escolha do novo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) priorize critérios técnicos, como a vivência institucional e o histórico profissional dos candidatos — tanto no Ministério Público quanto na advocacia.

Campbell participou de uma homenagem na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e, ao ser questionado sobre a formação da lista sêxtupla da OAB-AM — etapa inicial da escolha para a vaga no TJAM —, destacou a importância de um passado sólido e comprometido com as instituições por parte dos postulantes.

“O papel que eu eventualmente posso exercer é de consultor das senhoras desembargadoras da corte para alguma intervenção aqui. A minha visão de quinto constitucional, não importa se para o Ministério Público ou para a Advocacia, é fulcrada no seguinte: quem quiser integrar uma corte precisa ter vivido a instituição que representa. Isso vale para promotores, procuradores, advogados e advogadas. Eles precisam ter um passado que os qualifique para representar à altura a classe que integrarão no tribunal”, afirmou o ministro.

A eleição para o novo desembargador promete ser uma das mais relevantes dos últimos anos, não apenas por abrir espaço à representatividade, mas também pelo debate sobre o peso da experiência institucional dos candidatos. A expectativa é que a lista sêxtupla enviada pela OAB-AM tenha paridade de gênero e cotas raciais, o que seria um marco inédito no estado.

Campbell também criticou a possibilidade de redução da lista para uma tríplice sem a devida consideração da trajetória dos concorrentes. Para ele, não basta o título — é preciso comprovar atuação real e consistente no dia a dia da Justiça.

“Não acho correto que o tribunal escolha advogados e advogadas que não tenham um passado institucional. Quando eu digo que o advogado precisa ‘colocar o umbigo no balcão da vara’, não falo apenas de militância. Falo de presença, de atuação com brilho, honestidade e correção. Isso é o que conta”, ressaltou.

A escolha final do novo desembargador será feita após a formação da lista tríplice, com votação no próprio Tribunal de Justiça. A discussão já começa a movimentar os bastidores do Judiciário e da advocacia amazonense.

 

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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