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Membros do MDB saem em defesa de Vanda Witoto após charge com teor misógino

Uma charge envolvendo a líder indígena e pré-candidata à deputada federal Vanda Witoto provocou forte repercussão e críticas nas redes sociais nesta terça-feira (10/3). A ilustração, assinada pelo cartunista Gilmal e divulgada pela editora Jara Comics após a filiação de Witoto ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi considerada ofensiva por aliados e lideranças políticas.

A imagem retrata Vanda em uma representação considerada sexista diante do senador Eduardo Braga, presidente estadual do MDB. Em vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (10), a líder indígena classificou a charge como um caso de violência política de gênero com conteúdo racista e misógino.

Foto: Reprodução

Segundo Vanda, a representação atinge não apenas sua imagem pessoal, mas também a luta de mulheres indígenas por espaço na política.

“Hoje, o meu corpo-território é ferido com a covardia de uma estrutura que pretende perpetuar a forma de dominar os corpos plurais e diversos das mulheres”, afirmou.

Ela também declarou que a ilustração reforça estereótipos e tenta deslegitimar sua atuação política. “Retratar uma mulher indígena de forma estereotipada, com a clara intenção de ferir sua identidade e honra, utilizando ferramentas do racismo e da misoginia, não ficará impune”, disse. A pré-candidata informou que pretende encaminhar denúncia aos órgãos competentes.

Presidente da sigla no Amazonas, o senador Eduardo Braga manifestou solidariedade à líder indígena e criticou o conteúdo da charge. Segundo ele, manifestações que desrespeitam mulheres, especialmente lideranças indígenas, são incompatíveis com o debate democrático. Braga afirmou ainda que Vanda Witoto tem uma trajetória de luta pelos direitos dos povos indígenas e merece respeito no processo político.

“Chega de violência contra a mulher! Chega de misoginia! Chega de discriminação. É hora de nós valorizarmos e respeitarmos os espaços da mulher também na política”, destacou Braga em um vídeo nas redes sociais.

Quem também saiu em defesa da pré-candidata foi o deputado federal Saullo Vianna, recém-filiado ao partido. Em publicação nas redes sociais, juntamente com Vanda, ele repudiou a ilustração e classificou o episódio como um ataque que ultrapassa os limites da crítica política. Para Vianna, manifestações desse tipo reforçam preconceitos históricos enfrentados por mulheres e povos indígenas.

 

“Tem outros companheiros que, junto a você, se filiaram ao MDB na semana que passou, mas ele escolheu fazer contra uma mulher. Mas, Vanda, levante a cabeça, siga firme. É importante que outras mulheres também possam participar da política. É muito importante que a gente possa ter no nosso Amazonas cada vez mais mulheres que acreditam que a política é o melhor instrumento para que a gente possa melhorar a vida do povo do Estado do nosso Amazonas”, declarou.


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O MDB Amazonas divulgou nota de repúdio contra uma charge considerada ofensiva. No comunicado, o partido afirma que a ilustração tem conteúdo machista e desrespeitoso.

A legenda destacou que a liberdade de expressão é um princípio democrático, mas não pode ser usada para promover ataques sexistas ou desrespeitar a dignidade das mulheres, especialmente mulheres indígenas que atuam na vida pública.

Trajetória

Witoto oficializou sua filiação ao MDB no último dia 4 de março, em Manaus, com o objetivo de disputar uma vaga de deputada federal nas eleições de 2026 e fortalecer a representação dos povos indígenas no Congresso Nacional.

Vanda é ativista indígena da etnia Witoto, técnica em enfermagem, educadora e conhecida por sua atuação em defesa dos direitos dos povos originários, da justiça social e das pautas ambientais no Amazonas.

Na trajetória política, ela disputou pela primeira vez um cargo eletivo em 2022, quando concorreu a deputada federal e obteve cerca de 25 mil votos no estado. Em 2024, foi candidata a vereadora em Manaus e recebeu mais de 8 mil votos, ficando entre as mais votadas, mas não foi eleita devido ao quociente eleitoral.

Com a filiação ao MDB, Vanda afirma buscar ampliar a força política das pautas indígenas e viabilizar sua eleição em defesa de maior representação dos povos originários nas decisões nacionais.

A liderança indígena ainda assegurou que seguirá atuante contra as práticas ofensivas e que o episódio reforça a necessidade de combater atos que tentam afastar mulheres dos espaços de decisão. “Seguimos atentas e não vamos permitir que nenhuma de nós seja alvo dessas violências”, declarou.

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Uma charge envolvendo a líder indígena e pré-candidata à deputada federal Vanda Witoto provocou forte repercussão e críticas nas redes sociais nesta terça-feira (10/3). A ilustração, assinada pelo cartunista Gilmal e divulgada pela editora Jara Comics após a filiação de Witoto ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi considerada ofensiva por aliados e lideranças políticas.

A imagem retrata Vanda em uma representação considerada sexista diante do senador Eduardo Braga, presidente estadual do MDB. Em vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (10), a líder indígena classificou a charge como um caso de violência política de gênero com conteúdo racista e misógino.

Foto: Reprodução

Segundo Vanda, a representação atinge não apenas sua imagem pessoal, mas também a luta de mulheres indígenas por espaço na política.

“Hoje, o meu corpo-território é ferido com a covardia de uma estrutura que pretende perpetuar a forma de dominar os corpos plurais e diversos das mulheres”, afirmou.

Ela também declarou que a ilustração reforça estereótipos e tenta deslegitimar sua atuação política. “Retratar uma mulher indígena de forma estereotipada, com a clara intenção de ferir sua identidade e honra, utilizando ferramentas do racismo e da misoginia, não ficará impune”, disse. A pré-candidata informou que pretende encaminhar denúncia aos órgãos competentes.

Presidente da sigla no Amazonas, o senador Eduardo Braga manifestou solidariedade à líder indígena e criticou o conteúdo da charge. Segundo ele, manifestações que desrespeitam mulheres, especialmente lideranças indígenas, são incompatíveis com o debate democrático. Braga afirmou ainda que Vanda Witoto tem uma trajetória de luta pelos direitos dos povos indígenas e merece respeito no processo político.

“Chega de violência contra a mulher! Chega de misoginia! Chega de discriminação. É hora de nós valorizarmos e respeitarmos os espaços da mulher também na política”, destacou Braga em um vídeo nas redes sociais.

Quem também saiu em defesa da pré-candidata foi o deputado federal Saullo Vianna, recém-filiado ao partido. Em publicação nas redes sociais, juntamente com Vanda, ele repudiou a ilustração e classificou o episódio como um ataque que ultrapassa os limites da crítica política. Para Vianna, manifestações desse tipo reforçam preconceitos históricos enfrentados por mulheres e povos indígenas.

 

“Tem outros companheiros que, junto a você, se filiaram ao MDB na semana que passou, mas ele escolheu fazer contra uma mulher. Mas, Vanda, levante a cabeça, siga firme. É importante que outras mulheres também possam participar da política. É muito importante que a gente possa ter no nosso Amazonas cada vez mais mulheres que acreditam que a política é o melhor instrumento para que a gente possa melhorar a vida do povo do Estado do nosso Amazonas”, declarou.


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Trajetória

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Vanda é ativista indígena da etnia Witoto, técnica em enfermagem, educadora e conhecida por sua atuação em defesa dos direitos dos povos originários, da justiça social e das pautas ambientais no Amazonas.

Na trajetória política, ela disputou pela primeira vez um cargo eletivo em 2022, quando concorreu a deputada federal e obteve cerca de 25 mil votos no estado. Em 2024, foi candidata a vereadora em Manaus e recebeu mais de 8 mil votos, ficando entre as mais votadas, mas não foi eleita devido ao quociente eleitoral.

Com a filiação ao MDB, Vanda afirma buscar ampliar a força política das pautas indígenas e viabilizar sua eleição em defesa de maior representação dos povos originários nas decisões nacionais.

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