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Michelle supera Janja e lidera ranking de mulheres mais influentes em ano eleitoral

À medida que a disputa presidencial de 2026 se aproxima, Michelle Bolsonaro (PL) e Rosângela da Silva, a Janja, se consolidam como as mulheres de maior visibilidade política do país. Pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8), mostra que a ex-primeira-dama lidera a percepção de influência entre os brasileiros e amplia a vantagem sobre a atual primeira-dama em um momento de forte polarização eleitoral.

Questionados de forma espontânea sobre quem é a mulher que tem mais poder hoje no Brasil, 15,4% dos entrevistados citaram Michelle Bolsonaro. Janja aparece em segundo lugar, com 9% das respostas.

Como a pergunta foi aberta, sem apresentação prévia de nomes, o resultado mede a lembrança espontânea dos eleitores e indica quais mulheres ocupam o centro do debate público nacional.

O levantamento mostra que, embora nenhuma das duas dispute a Presidência, Michelle e Janja se tornaram personagens estratégicas para seus respectivos campos políticos. Michelle é uma das principais lideranças do PL e do bolsonarismo, enquanto Janja assumiu papel cada vez mais ativo na comunicação e na agenda política do governo Lula (PT).

Depois das duas primeiras colocadas, aparecem a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, com 4,5%, a ex-presidente Dilma Rousseff, com 2,5%, a ex-ministra Simone Tebet, com 2%, a deputada federal Erika Hilton, com 1,7%, a cantora Anitta, com 1,5%, a ex-ministra Marina Silva, com 1,5%, a influenciadora Virginia Fonseca, com 1,5%, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, com 1,2%.

Foto: Reprodução

O levantamento também mostra que o tema ainda não está consolidado para grande parte da população: 43,5% dos entrevistados disseram não saber responder quem é a mulher mais poderosa do país, enquanto 5,5% afirmaram que nenhuma mulher ocupa essa posição.

Michelle e a atuação entre evangélicos

A liderança de Michelle na pesquisa ocorre em um momento em que sua atuação política vai além da imagem de ex-primeira-dama. Nos últimos anos, ela ampliou sua presença junto ao eleitorado evangélico, um dos segmentos considerados estratégicos nas eleições presidenciais, e segue como uma das principais representantes do bolsonarismo entre mulheres e cristãos.

Essa base política ajuda a explicar por que Michelle é frequentemente apontada como um dos ativos eleitorais do PL, mesmo sem ocupar cargo público. Sua identificação com pautas ligadas à fé e à família a tornou uma das principais interlocutoras do partido com o público evangélico, considerado relevante nas disputas nacionais.

Do outro lado da polarização, o governo Lula também tem buscado ampliar o diálogo com esse segmento. Janja passou a participar de encontros com lideranças religiosas e mulheres evangélicas, tornando-se uma das faces da aproximação do Planalto com esse eleitorado, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

Nesse contexto, o PT e a Fundação Perseu Abramo passaram a produzir materiais voltados ao diálogo com evangélicos. Entre as iniciativas está a Cartilha Evangélica: Diálogo nas Eleições, elaborada para orientar lideranças e militantes do partido sobre como ampliar a conversa com esse público.


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O material recomenda que os evangélicos não sejam tratados de forma homogênea e defende uma abordagem baseada nas diferentes realidades sociais e religiosas do segmento, de acordo com a Fundação Perseu Abramo.

A disputa pela percepção de influência entre Michelle e Janja reflete a disputa de bolsonaristas e petistas por um eleitorado avaliado como decisivo na eleição presidencial de 2026.

Crise no PL

A pesquisa foi divulgada poucos dias após a repercussão de uma crise interna envolvendo Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Em vídeo publicado nas redes sociais, a ex-primeira-dama afirmou ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado durante divergências sobre a condução política do PL no Ceará e sobre seu espaço dentro do partido.

Flávio negou ter desrespeitado Michelle, pediu desculpas pela condução do episódio e disse que as divergências eram de estratégia, e não de princípios.

Segundo o levantamento do Meio/Ideia, 64% dos entrevistados disseram acreditar que as declarações de Michelle sobre o episódio são verdadeiras, o que indica forte repercussão da crise na opinião pública.

Foto: Reprodução

Dados da pesquisa

A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores entre os dias 3 e 6 de julho de 2026, em todas as regiões do país.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05628/2026.

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À medida que a disputa presidencial de 2026 se aproxima, Michelle Bolsonaro (PL) e Rosângela da Silva, a Janja, se consolidam como as mulheres de maior visibilidade política do país. Pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8), mostra que a ex-primeira-dama lidera a percepção de influência entre os brasileiros e amplia a vantagem sobre a atual primeira-dama em um momento de forte polarização eleitoral.

Questionados de forma espontânea sobre quem é a mulher que tem mais poder hoje no Brasil, 15,4% dos entrevistados citaram Michelle Bolsonaro. Janja aparece em segundo lugar, com 9% das respostas.

Como a pergunta foi aberta, sem apresentação prévia de nomes, o resultado mede a lembrança espontânea dos eleitores e indica quais mulheres ocupam o centro do debate público nacional.

O levantamento mostra que, embora nenhuma das duas dispute a Presidência, Michelle e Janja se tornaram personagens estratégicas para seus respectivos campos políticos. Michelle é uma das principais lideranças do PL e do bolsonarismo, enquanto Janja assumiu papel cada vez mais ativo na comunicação e na agenda política do governo Lula (PT).

Depois das duas primeiras colocadas, aparecem a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, com 4,5%, a ex-presidente Dilma Rousseff, com 2,5%, a ex-ministra Simone Tebet, com 2%, a deputada federal Erika Hilton, com 1,7%, a cantora Anitta, com 1,5%, a ex-ministra Marina Silva, com 1,5%, a influenciadora Virginia Fonseca, com 1,5%, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, com 1,2%.

Foto: Reprodução

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Michelle e a atuação entre evangélicos

A liderança de Michelle na pesquisa ocorre em um momento em que sua atuação política vai além da imagem de ex-primeira-dama. Nos últimos anos, ela ampliou sua presença junto ao eleitorado evangélico, um dos segmentos considerados estratégicos nas eleições presidenciais, e segue como uma das principais representantes do bolsonarismo entre mulheres e cristãos.

Essa base política ajuda a explicar por que Michelle é frequentemente apontada como um dos ativos eleitorais do PL, mesmo sem ocupar cargo público. Sua identificação com pautas ligadas à fé e à família a tornou uma das principais interlocutoras do partido com o público evangélico, considerado relevante nas disputas nacionais.

Do outro lado da polarização, o governo Lula também tem buscado ampliar o diálogo com esse segmento. Janja passou a participar de encontros com lideranças religiosas e mulheres evangélicas, tornando-se uma das faces da aproximação do Planalto com esse eleitorado, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

Nesse contexto, o PT e a Fundação Perseu Abramo passaram a produzir materiais voltados ao diálogo com evangélicos. Entre as iniciativas está a Cartilha Evangélica: Diálogo nas Eleições, elaborada para orientar lideranças e militantes do partido sobre como ampliar a conversa com esse público.


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