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Ministra admite que crise yanomami não será resolvida tão cedo

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara e o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, realizaram nesta terça-feira (16/01), uma transmissão ao vivo nas redes sociais para apresentar o trabalho que está sendo feito no território Yanomami, em Roraima.

Em live transmitida pelas redes sociais, a ministra afirmou que a crise humanitária no território não será resolvida tão cedo.

“Devido a toda a complexidade, as ações realizadas até agora não foram suficientes para restabelecer tudo o que se precisa. Esse tempo de um ano é para medir e avaliar. Assim como foram décadas de invasão para chegar a este ponto, pode levar décadas para restabelecer tudo”, afirmou.

De acordo com a ministra, o governo está saindo de ações emergenciais para ações permanentes de acompanhamento e fiscalização no território. Ela admitiu ainda que a crise humanitária não será resolvida neste ano.

“Para quem não conhece o território, é importante entender a complexidade da situação, e não pensar: ‘Passado um ano, não se deu conta’. Ou: ‘Ah, em um ano vai resolver (os problemas)’. Não resolvem e, possivelmente, não se resolverá em toda a sua dimensão em 2024”, afirmou Sonia Guajajara.


Leia mais:

Ministros voltam à Terra Indígena Yanomami após reunião com Lula

Visita ministerial encontra indígenas em “desnutrição” em RR e AM


 

Ela ainda reforçou que pode levar anos para o território indígena se regenerar devido a destruição e os impactos causados pelo garimpo ilegal.

“Para os yanomamis terem seu modo de vida de volta é preciso retirar os invasores. É preciso que os indígenas tenham como plantar, que os rios sejam despoluídos para que [as comunidades] tenham água para beber”.

A terra Yanomami está em urgência de saúde desde fevereiro do ano passado, quando o governo federal começou uma operação para retirar os garimpeiros da região. A Terra Indígena Yanomami é o maior território indígena do país, com mais de 10 milhões de hectares. O número corresponde a extensão aproximada do estado de Pernambuco.

Casa de governo

O Palácio do Planalto anunciou investimento de R$1,2 bilhão em “ações estruturantes do governo” no território Yanomami. Ministros e representantes da Funai estiveram na região no último dia 10. A proposta prevê, entre outras medidas, a instalação da chamada Casa de Governo, que concentra, em Boa Vista (RR), equipes de diversos órgãos federais, dentre eles os ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, dos Direitos Humanos, da Educação e da Saúde, além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Ibama e outros.

A ministra Sonia Guajajara afirmou que a Casa de Governo será coordenada por um representante da Casa Civil.

“Já estão acontecendo reuniões diárias, na Casa Civil, para planejarmos o funcionamento e o orçamento necessário ao funcionamento. A estimativa é que, até meados de fevereiro estejamos com tudo pronto”.

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara e o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, realizaram nesta terça-feira (16/01), uma transmissão ao vivo nas redes sociais para apresentar o trabalho que está sendo feito no território Yanomami, em Roraima.

Em live transmitida pelas redes sociais, a ministra afirmou que a crise humanitária no território não será resolvida tão cedo.

“Devido a toda a complexidade, as ações realizadas até agora não foram suficientes para restabelecer tudo o que se precisa. Esse tempo de um ano é para medir e avaliar. Assim como foram décadas de invasão para chegar a este ponto, pode levar décadas para restabelecer tudo”, afirmou.

De acordo com a ministra, o governo está saindo de ações emergenciais para ações permanentes de acompanhamento e fiscalização no território. Ela admitiu ainda que a crise humanitária não será resolvida neste ano.

“Para quem não conhece o território, é importante entender a complexidade da situação, e não pensar: ‘Passado um ano, não se deu conta’. Ou: ‘Ah, em um ano vai resolver (os problemas)’. Não resolvem e, possivelmente, não se resolverá em toda a sua dimensão em 2024”, afirmou Sonia Guajajara.


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A terra Yanomami está em urgência de saúde desde fevereiro do ano passado, quando o governo federal começou uma operação para retirar os garimpeiros da região. A Terra Indígena Yanomami é o maior território indígena do país, com mais de 10 milhões de hectares. O número corresponde a extensão aproximada do estado de Pernambuco.

Casa de governo

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