A pré-candidata do PL ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo, afirmou nesta sexta-feira (26), durante o Festival de Parintins, que a pré-campanha segue sem impactos das disputas internas que atingem o partido no estado. Segundo ela, a agenda da legenda está “normalíssima” e as divergências não preocupam sua equipe.
“Briga da oposição, a gente nem presta atenção”, declarou ao ser questionada sobre o momento político do PL.
A declaração ocorre em meio a um cenário de instabilidade dentro da sigla. Nas últimas semanas, lideranças do partido passaram a defender caminhos diferentes para a eleição de 2026. Enquanto um grupo mantém a defesa da candidatura própria de Maria do Carmo, outro ampliou o diálogo com o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), alimentando especulações sobre uma possível composição.
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Questionada diretamente sobre essas conversas entre integrantes do PL e Roberto Cidade, Maria do Carmo evitou tratar o episódio como um problema para sua pré-candidatura. Segundo ela, as movimentações fazem parte do processo político.
“A movimentação é natural, normal, acontece”, afirmou.
A empresária também disse que ainda não há definição sobre quem será seu candidato a vice-governador, mas garantiu que o nome será anunciado “brevemente”.
Durante a entrevista, Maria do Carmo procurou reforçar o discurso de unidade interna. Ela afirmou que conta com um grupo “bem alinhado”, formado por “mandatários jovens”, e defendeu que o projeto político do PL prioriza os interesses coletivos acima das disputas individuais.
Na avaliação da pré-candidata, parte das divergências decorre da falta de clareza ideológica no cenário político brasileiro.
“Aqui ainda há uma falta de consciência do que é direita e esquerda. Essas coisas tendem naturalmente a se estabelecer”, disse.
Apesar das declarações de tranquilidade, o discurso contrasta com o momento vivido pelo PL no Amazonas. A legenda enfrenta divergências sobre a estratégia para 2026 e já viu aliados defenderem aproximações com outros grupos políticos, enquanto Maria do Carmo reafirma sua condição de candidata ao governo e tenta transmitir uma imagem de estabilidade em meio às disputas internas.
Durante a passagem por Parintins, a pré-candidata afirmou que não cumpriu agenda política. Segundo ela, a viagem teve caráter institucional e turístico, acompanhada apenas pela equipe que integra sua pré-campanha. Ao comentar o Festival de Parintins, defendeu investimentos em infraestrutura para ampliar a capacidade de receber turistas e disse que o evento tem potencial para se tornar a maior festa popular do país.
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