Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9/9) mostra que 49,7% dos entrevistados têm pouca ou nenhuma confiança no Supremo Tribunal Federal (STF), somando os 28,4% que dizem ter “pouca confiança” com os 21,3% que dizem não ter “nenhuma confiança” na corte.
O levantamento é divulgado em meio à recente crise na corte, deflagrada por medidas dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Os entrevistados responderam à pergunta: “Quanta confiança você tem em cada uma das instituições – O Supremo Tribunal Federal?”. Veja o resultado:
Caso Moraes e Vorcaro é conhecido por 3 em cada 4 entrevistados
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Entre os entrevistados, 75,5% disseram já ter ouvido falar do caso. Outros 24,5% afirmaram não ter ouvido falar.
Dentre os que conheciam o episódio, a pesquisa perguntou se o caso seria um problema de um ministro em particular ou do Supremo como instituição. Os resultados foram:

A pesquisa ainda apresentou aos entrevistados a frase: “Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei”. Do total, 51,6% concordaram com a afirmação. Outros 10,9% discordaram, enquanto 23,9% disseram não concordar nem discordar. Outros 13,6% não souberam responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 7 de setembro, com 1,5 mil entrevistados. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07935/2026.
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A recente crise no STF começou quando o ministro Mendonça, relator da investigação do Master, levantou o sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, explicitando a proximidade entre os dois.
Depois, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suspeita de abuso de autoridade e usou um relatório da Polícia Federal para fundamentar o pedido. Mendonça questionou a produção e o uso desse documento e afirmou que a PF havia reunido informações sobre sua atuação de forma irregular.
A crise continuou se escalando, com Mendonça determinando, na terça (8/9), o afastamento do diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência do órgão, Leandro Almada. A decisão dele foi revertida nesta quarta (9), pelo ministro Flávio Dino.

