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José Ricardo: “Se deixarem, saio candidato à Prefeitura de Manaus”

Nome de Ricardo vem sendo cotado para superintendência da Suframa; ele falou sobre possibilidade de se candidatar a prefeito em 2024.

O deputado federal José Ricardo (PT) foi entrevistado hoje, 12, no programa Fiscaliza Geral da Onda Digital. Ele conversou sobre os atos de terrorismo e destruição recentes em Brasília, e também sobre a possibilidade de ser candidato à Prefeitura de Manaus na eleição em 2024.

Sobre os atos em Brasília, ele disse:

“No domingo o Brasil foi surpreendido com essas ações criminosas e terroristas, termo muito forte, mas que representa o que aconteceu. Manifestações em Brasília sempre teve, gente protestando, reclamando dos governos. Isso é o processo democrático, é a tradição do estado democrático de Direito: quem perde eleição e discorda do governo tem direito de protestar e questionar. Mas o que houve domingo está totalmente fora disso.

Quem esteve lá, quem esteve acampado diante de quartéis militares pleiteia intervenção militar, ou seja, queriam algo que não está na Constituição. Se você defende isso, está defendendo um rompimento democrático, elas queriam que o Exército fosse lá e desse um golpe sobre o candidato que venceu a eleição e com quem não concordam. Então, são atos antidemocráticos por definição”.


Leia mais:

José Ricardo: “Falei com Alckmin sobre a importância da ZFM para o Amazonas”

José Ricardo: “Temos que insistir para que o Governo conclua a BR-319”


O deputado comparou a situação recente com outras invasões e ocupações de prédios públicos em Brasília no passado, notadamente por minorias ou grupos ligados à esquerda:

“Indígenas já ocuparam sede da Funai em Brasília, o Incra aqui no Amazonas já foi tomado por agricultores sem terra… Ocupações assim sempre ocorreram. Mas essa foi uma invasão dos Três Poderes, organizada e patrocinada para invadir e destruir, visando, quem sabe, iniciar assim um golpe. Mas a tentativa de golpe já fracassou: O governo está constituído, Lula tomou posse no dia 1º, tudo está definido. Se pensaram em golpe, se deram mal, e agora serão enquadrados por atos criminosos e terroristas. Não foi o caso do povo que foi lá, acabou entrando e extrapolou. Eles foram patrocinados e organizados para destruir”.

Ricardo ainda comentou sobre a possibilidade de sair candidato à Prefeitura de Manaus em 2024, e o cenário após as eleições do ano passado:

“Se deixarem, a gente vai. O processo de ser candidato não é tão simples, é preciso uma decisão partidária, então vamos ver.

Nas eleições, nos estados da Amazônia a esquerda foi varrida. Só o Pará manteve 2 parlamentares de esquerda, um deputado federal e um senador. O bolsonarismo, com certeza, continua muito forte em vários estados: o Lula ganhou no Amazonas, mas foi bem apertado, ganhou no interior e perdeu na capital. É algo a se refletir. O novo governo Lula, com um maior cuidado com a Amazônia, pode mudar um pouco esse quadro.

Quanto à prefeitura, já fui candidato 2 vezes. A gente construiu planos de governo participativos, no último com quase 400 pessoas trabalhando em grupos levantando os problemas da cidade. Então, a gente se sente preparado, com conteúdo, propostas e projetos para cuidar da cidade”.

Ele também comentou sobre a possibilidade de ser nomeado superintendente da Suframa, afirmando que seu nome está à disposição para ajudar o governo Lula e o Amazonas.

A entrevista completa com o deputado José Ricardo pode ser assistida aqui.

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O deputado federal José Ricardo (PT) foi entrevistado hoje, 12, no programa Fiscaliza Geral da Onda Digital. Ele conversou sobre os atos de terrorismo e destruição recentes em Brasília, e também sobre a possibilidade de ser candidato à Prefeitura de Manaus na eleição em 2024.

Sobre os atos em Brasília, ele disse:

“No domingo o Brasil foi surpreendido com essas ações criminosas e terroristas, termo muito forte, mas que representa o que aconteceu. Manifestações em Brasília sempre teve, gente protestando, reclamando dos governos. Isso é o processo democrático, é a tradição do estado democrático de Direito: quem perde eleição e discorda do governo tem direito de protestar e questionar. Mas o que houve domingo está totalmente fora disso.

Quem esteve lá, quem esteve acampado diante de quartéis militares pleiteia intervenção militar, ou seja, queriam algo que não está na Constituição. Se você defende isso, está defendendo um rompimento democrático, elas queriam que o Exército fosse lá e desse um golpe sobre o candidato que venceu a eleição e com quem não concordam. Então, são atos antidemocráticos por definição”.


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“Indígenas já ocuparam sede da Funai em Brasília, o Incra aqui no Amazonas já foi tomado por agricultores sem terra… Ocupações assim sempre ocorreram. Mas essa foi uma invasão dos Três Poderes, organizada e patrocinada para invadir e destruir, visando, quem sabe, iniciar assim um golpe. Mas a tentativa de golpe já fracassou: O governo está constituído, Lula tomou posse no dia 1º, tudo está definido. Se pensaram em golpe, se deram mal, e agora serão enquadrados por atos criminosos e terroristas. Não foi o caso do povo que foi lá, acabou entrando e extrapolou. Eles foram patrocinados e organizados para destruir”.

Ricardo ainda comentou sobre a possibilidade de sair candidato à Prefeitura de Manaus em 2024, e o cenário após as eleições do ano passado:

“Se deixarem, a gente vai. O processo de ser candidato não é tão simples, é preciso uma decisão partidária, então vamos ver.

Nas eleições, nos estados da Amazônia a esquerda foi varrida. Só o Pará manteve 2 parlamentares de esquerda, um deputado federal e um senador. O bolsonarismo, com certeza, continua muito forte em vários estados: o Lula ganhou no Amazonas, mas foi bem apertado, ganhou no interior e perdeu na capital. É algo a se refletir. O novo governo Lula, com um maior cuidado com a Amazônia, pode mudar um pouco esse quadro.

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Ele também comentou sobre a possibilidade de ser nomeado superintendente da Suframa, afirmando que seu nome está à disposição para ajudar o governo Lula e o Amazonas.

A entrevista completa com o deputado José Ricardo pode ser assistida aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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