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Sabatina de Dino no Senado pode durar 2 dias

O senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcou para o próximo dia 13 de dezembro a sabatina do ministro da Justiça, Flávio Dino. Segundo integrantes da base governistas na Casa, os questionamentos podem durar dois dias.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, os senadores aliados de Lula dizem que são grandes as chances de o colegiado não conseguir concluir no mesmo dia as duas sabatinas, mesmo sabendo que as argumentações aos indicados ao STF e à PGR costumam demorar.

Dino e Gonet já foram informados da possibilidade. Em tese, o formato pode acabar minimizando a artilharia contra o ministro da Justiça, que deve enfrentar mais resistência de senadores do que o indicado à PGR.

Se o modelo for confirmado, os senadores chamados aos questionamentos poderiam, por exemplo, fazer as perguntas para os dois, mas as respostas seriam dadas em momentos distintos. Há também a possibilidade de a CCJ sabatinar Gonet pela manhã e Dino, na parte da tarde.

Nesta quarta-feira (29/11), Flávio Dino, começou sua jornada em busca de apoio no Senado e priorizou o apoio das bancadas do MDB e do PSD. Apesar de fazer parte da base governista, ambos os partidos tendem a votar desordenadamente em pautas não defendidas pelo governo.

Para ser aprovado, Dino precisa de maioria simples na CCJ, a depender do quórum, e 41 votos favoráveis em Plenário. Interlocutores do ministro contabilizam até 49 votos a favor da nomeação de Dino como ministro do STF, nove a menos do que recebeu Cristiano Zanin, em junho.


Leia mais:

Lula quer testar Cappelli como interino na Justiça, dizem fontes

Sabatina de Dino no Senado será dia 13 de dezembro, diz Alcolumbre


Agravante de Dino

No caso de Dino, há ainda um agravante: a promessa de senadores da oposição de alongarem o máximo possível a sabatina, para tentar desestabilizar o ministro da Justiça.

Mesmo a sabatina de Gonet, que, em tese, não deve enfrentar resistência de senadores de oposição, deve ter uma lista considerável de inscritos na CCJ.

Diante desse cenário, o relator da indicação de Dino, senador Weverton Rocha (PDT-MA), vai conversar com Alcolumbre sobre a possibilidade de, caso a sessão se alongue, ela seja suspensa e retomada no dia 14 de dezembro.

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O senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcou para o próximo dia 13 de dezembro a sabatina do ministro da Justiça, Flávio Dino. Segundo integrantes da base governistas na Casa, os questionamentos podem durar dois dias.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, os senadores aliados de Lula dizem que são grandes as chances de o colegiado não conseguir concluir no mesmo dia as duas sabatinas, mesmo sabendo que as argumentações aos indicados ao STF e à PGR costumam demorar.

Dino e Gonet já foram informados da possibilidade. Em tese, o formato pode acabar minimizando a artilharia contra o ministro da Justiça, que deve enfrentar mais resistência de senadores do que o indicado à PGR.

Se o modelo for confirmado, os senadores chamados aos questionamentos poderiam, por exemplo, fazer as perguntas para os dois, mas as respostas seriam dadas em momentos distintos. Há também a possibilidade de a CCJ sabatinar Gonet pela manhã e Dino, na parte da tarde.

Nesta quarta-feira (29/11), Flávio Dino, começou sua jornada em busca de apoio no Senado e priorizou o apoio das bancadas do MDB e do PSD. Apesar de fazer parte da base governista, ambos os partidos tendem a votar desordenadamente em pautas não defendidas pelo governo.

Para ser aprovado, Dino precisa de maioria simples na CCJ, a depender do quórum, e 41 votos favoráveis em Plenário. Interlocutores do ministro contabilizam até 49 votos a favor da nomeação de Dino como ministro do STF, nove a menos do que recebeu Cristiano Zanin, em junho.


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