Com a renúncia de Wilson Lima (União Brasil) e de Tadeu de Souza (Progressistas) ao governo do amazonas, durante a madrugada deste domingo (5/4), a dúvida que ficou é quem será o novo governador do Estado.
Após a renúncia deles, o comando do Executivo estadual passa por uma transição prevista na Constituição Estadual. Com a vacância simultânea dos cargos, quem assume interinamente o Governo é o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, Roberto Cidade, do União Brasil.
A substituição segue a regra de sucessão: na ausência de governador e vice, o chefe do Legislativo estadual é o próximo na linha. Durante esse período, a presidência da Aleam passa a ser exercida interinamente pelo vice-presidente da Casa, nesse caso, o deputado Adjuto Afonso, também do União Brasil.
Como a renúncia ocorre no último ano do mandato, a Constituição do Estado determina a realização de uma eleição indireta em até 30 dias, ou seja, até o dia 5 de maio. Nesse modelo, não há votação popular: os 24 deputados estaduais são responsáveis por eleger, em sessão na Assembleia Legislativa, um novo governador e vice para completar o mandato até o fim de 2026.
Quem pode se candidatar?
Na eleição indireta que será realizada pela Assembleia Legislativa, podem se candidatar ao cargo de governador e vice pessoas que atendam aos requisitos legais previstos na legislação eleitoral. De forma geral, é necessário ter direitos políticos em dia, não possuir impedimentos jurídicos, como inelegibilidade, e cumprir as condições exigidas para ocupar cargos do Executivo estadual.
Em tese, não há limitação apenas a deputados estaduais, o que abre espaço para outros nomes da política local que se enquadrem nos critérios legais.
Nos bastidores, já há especulações de que Roberto Cidade possa surgir como um dos principais nomes para permanecer no comando do Executivo estadual, mas o cenário ainda é indefinido, uma vez que Cidade é pré-candidato a deputado federal.
Após esse processo, o Estado segue para as eleições diretas de outubro de 2026, quando a população escolherá, nas urnas, o governador e vice que irão comandar o Amazonas pelos próximos quatro anos.
Até agora, a única manifestação oficial sobre a saída do governo foi feita por Tadeu de Souza, que divulgou nota afirmando que a decisão foi tomada com “serenidade, responsabilidade e absoluto respeito ao povo amazonense”, destacando ainda que pretende continuar atuando na vida pública.