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Saullo Vianna: “O Brasil não vai pagar menos impostos com a reforma tributária”

Saullo Vianna, que vai tomar posse como deputado federal em 1º de fevereiro, comentou sobre reforma que afeta Zona Franca.

O deputado federal eleito Saullo Vianna (União Brasil), que vai assumir sua vaga na Câmara Federal em 1º de fevereiro, esteve hoje, dia 26, no estúdio da Onda Digital para uma entrevista no programa Meio Dia com Jefferson Coronel. Ele falou sobre suas expectativas para o trabalho como deputado federal e sobre a reforma tributária anunciada pelo governo Lula, que possui intenção de extinguir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), medida que pode afetar a Zona Franca de Manaus.

Ele disse:

“É uma responsabilidade sair dos assuntos do estado para assuntos de importância nacional. Nos últimos anos ficou muito uma discussão sobre ideologia, enquanto os problemas do Brasil ficaram sem segundo plano. A Assembleia estadual foi uma escola, aprendi muito. Depois do segundo turno da eleição, fui muito a Brasília para me preparar para esse novo mandato, que é totalmente diferente do trabalho na Assembleia.

A questão em Brasília, é que as posições dos parlamentares, as comissões, são definidas pelos partidos. O União Brasil é a terceira maior bancada, o partido vai participar de trabalhos importantes referentes ao país. Tenho ótimo relacionamento com as lideranças do meu partido, e vamos nos colocar numa posição estratégica inclusive para a defesa dos assuntos do estado do Amazonas”.


Leia mais:

“Depredações em Brasília não representam a direita”, diz Cap. Alberto Neto

“Aprovei um artigo que garante competitividade para a ZFM”, diz Pauderney Avelino


Sobre as propostas de reforma tributária, Vianna declarou:

“O entendimento que se tem de uma reforma tributária é que vamos pagar menos imposto. Mas pelas 2 propostas que estão tramitando no Congresso, isso não será verdade. O que vai haver é a simplificação na forma como eles serão cobrados. Não vai haver diminuição na carga tributária, até porque existe um rombo nas contas públicas. Só há 2 jeitos de contê-lo, aumenta a arrecadação ou diminui a máquina pública. Nessas 2 PEC, a 45 e a 110, não existe diminuição de tributos.

Na reunião recente que tivemos da bancada com o presidente da Câmara, Arthur Lira, tratamos sobre vários temas, inclusive o da reforma. Ele afirmou que já teve uma reunião com o ministro Fernando Haddad e disse que a ideia é unificar as 2 PECs. Sou contrário a isso, porque nenhuma das 2 tem as excepcionalidades da ZFM, que estão previstas na nossa Constituição. Defendo que o governo faça uma nova proposta para ser discutida na Câmara, e nela estejam previstas as excepcionalidades da ZFM”.

Ele comentou ainda sobre a proposta de se criar um fundo compensatório pelo Governo Federal para o Amazonas, em caso de extinção do IPI:

“Nenhuma outra atividade econômica vai criar no nosso estado os 400 mil empregos diretos que a ZFM gera, ao menos não imediatamente. Sou a favor sim de que a gente busque outras matrizes econômicas, mas não é necessário abrir mão da ZFM por isso. Os incentivos fiscais que o Estado abre mão por causa da ZFM retornam quase 4 vezes mais aos cofres do governo. Outros incentivos fiscais que existem em outros estados não se comparam com o que a ZFM e a indústria geram. Uma compensação por meio de um fundo não vai ser atingida. Ele pode até ser uma alternativa, mas não vai resolver o problema por causa da geração de emprego”.

A entrevista completa do deputado Saullo Vianna pode ser assistida aqui.

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O deputado federal eleito Saullo Vianna (União Brasil), que vai assumir sua vaga na Câmara Federal em 1º de fevereiro, esteve hoje, dia 26, no estúdio da Onda Digital para uma entrevista no programa Meio Dia com Jefferson Coronel. Ele falou sobre suas expectativas para o trabalho como deputado federal e sobre a reforma tributária anunciada pelo governo Lula, que possui intenção de extinguir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), medida que pode afetar a Zona Franca de Manaus.

Ele disse:

“É uma responsabilidade sair dos assuntos do estado para assuntos de importância nacional. Nos últimos anos ficou muito uma discussão sobre ideologia, enquanto os problemas do Brasil ficaram sem segundo plano. A Assembleia estadual foi uma escola, aprendi muito. Depois do segundo turno da eleição, fui muito a Brasília para me preparar para esse novo mandato, que é totalmente diferente do trabalho na Assembleia.

A questão em Brasília, é que as posições dos parlamentares, as comissões, são definidas pelos partidos. O União Brasil é a terceira maior bancada, o partido vai participar de trabalhos importantes referentes ao país. Tenho ótimo relacionamento com as lideranças do meu partido, e vamos nos colocar numa posição estratégica inclusive para a defesa dos assuntos do estado do Amazonas”.


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Sobre as propostas de reforma tributária, Vianna declarou:

“O entendimento que se tem de uma reforma tributária é que vamos pagar menos imposto. Mas pelas 2 propostas que estão tramitando no Congresso, isso não será verdade. O que vai haver é a simplificação na forma como eles serão cobrados. Não vai haver diminuição na carga tributária, até porque existe um rombo nas contas públicas. Só há 2 jeitos de contê-lo, aumenta a arrecadação ou diminui a máquina pública. Nessas 2 PEC, a 45 e a 110, não existe diminuição de tributos.

Na reunião recente que tivemos da bancada com o presidente da Câmara, Arthur Lira, tratamos sobre vários temas, inclusive o da reforma. Ele afirmou que já teve uma reunião com o ministro Fernando Haddad e disse que a ideia é unificar as 2 PECs. Sou contrário a isso, porque nenhuma das 2 tem as excepcionalidades da ZFM, que estão previstas na nossa Constituição. Defendo que o governo faça uma nova proposta para ser discutida na Câmara, e nela estejam previstas as excepcionalidades da ZFM”.

Ele comentou ainda sobre a proposta de se criar um fundo compensatório pelo Governo Federal para o Amazonas, em caso de extinção do IPI:

“Nenhuma outra atividade econômica vai criar no nosso estado os 400 mil empregos diretos que a ZFM gera, ao menos não imediatamente. Sou a favor sim de que a gente busque outras matrizes econômicas, mas não é necessário abrir mão da ZFM por isso. Os incentivos fiscais que o Estado abre mão por causa da ZFM retornam quase 4 vezes mais aos cofres do governo. Outros incentivos fiscais que existem em outros estados não se comparam com o que a ZFM e a indústria geram. Uma compensação por meio de um fundo não vai ser atingida. Ele pode até ser uma alternativa, mas não vai resolver o problema por causa da geração de emprego”.

A entrevista completa do deputado Saullo Vianna pode ser assistida aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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