O deputado estadual, Sinésio Campos (PT) em entrevista nesta terça-feira (27/10), defendeu a permanência de Cheila Moreira no partido e afirmou que a ex-vereadora de Itacoatiara tem experiência política para assumir uma cadeira no Senado Federal como suplente de Omar Aziz (PSD), eleito governador do Amazonas.
Segundo o parlamentar, Cheila foi escolhida para a primeira suplência na chapa de Omar Aziz durante a disputa pelo Senado e reúne experiência para exercer o mandato. Ela foi vereadora por três mandatos e também ocupou a vice-presidência da Câmara Municipal de Itacoatiara.
“Tenho certeza que a Cheila fará um bom mandato como senadora. Ela estará fazendo o que sempre estamos aguardando, a continuidade dos projetos que o Omar estava encaminhando. Então, não terá descontinuidade”, afirmou.
O deputado também destacou a importância da presença feminina nos espaços de poder e disse que a chegada de Cheila ao Senado representa uma conquista para as mulheres na política.
“Quando se trata de uma mulher no poder, independente de ser prefeita, vice-governadora ou senadora, tem que ser respeitada. A mulher tem que ocupar o espaço onde a sociedade determina”, declarou.
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Permanência no PT
Questionado sobre a possibilidade de Cheila Moreira deixar o PT para se filiar ao PSD, o deputado afirmou acreditar que ela continuará no partido. Ele ressaltou, porém, que a decisão cabe à própria senadora.
“Tenho certeza que não terá nenhum problema de ela permanecer e continuar permanecendo no PT, porque o Lula é o nosso presidente da República e ela fará representação política aqui pelo PT, tranquilamente”, disse.
Sinésio também rejeitou a possibilidade de o segundo suplente assumir a vaga no lugar de Cheila por meio de articulações políticas. Para ele, a experiência da ex-vereadora e sua condição de primeira suplente afastam esse cenário.
“Qualquer insinuação que possa se falar disso aqui é discriminação, é preconceito com a mulher”, afirmou.
A entrevista também abordou a composição do futuro secretariado do governador eleito Omar Aziz. O deputado disse que mantém uma relação de lealdade com o político, mas negou ter tratado sobre a possibilidade de ocupar um cargo na próxima gestão.
Segundo ele, a escolha dos secretários é uma prerrogativa do governador eleito, que deverá selecionar os nomes de acordo com os objetivos da administração.
