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STF decide que provas obtidas em busca domiciliar sem mandado são ilegais

Depois de analisar cinco recursos, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a nulidade de provas obtidas em buscas no domicílio de investigados se realizadas sem mandado judicial. Nestes casos, as evidências de crimes serão considerada ilegais para a Justiça.

Os recursos, movidos por Ministérios Públicos estaduais contra decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), dizem respeito a casos em que policiais entraram em residências após denúncia anônima ou apreensão de drogas com os investigados. Não existia indícios concretos da prática de outros crimes nos locais, em nenhum dos casos.

Diante dos recursos, o colegiado do Supremo reafirmou a tese de que “a entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito”.


Leia mais:

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Nas cinco análises, prevaleceu o voto do relator dos recursos, o ministro Gilmar Mendes. Em duas delas, a votação foi unânime. Em outra ação, o ministro Nunes Marques deu voto favorável, enquanto André Mendonça votou a favor de dois dos recursos.

Em decisão que negou recurso interposto pelo Ministério Público de Goiás, Mendes afirmou que o “nervosismo apresentado pelo acusado” não constitui fundada suspeita, princípio que só poderia ser aplicado caso o investigado esteja na posse de arma de fogo ou de “objetos que constituam corpo de delito”.

*Com informações da CNN Brasil.

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Depois de analisar cinco recursos, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a nulidade de provas obtidas em buscas no domicílio de investigados se realizadas sem mandado judicial. Nestes casos, as evidências de crimes serão considerada ilegais para a Justiça.

Os recursos, movidos por Ministérios Públicos estaduais contra decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), dizem respeito a casos em que policiais entraram em residências após denúncia anônima ou apreensão de drogas com os investigados. Não existia indícios concretos da prática de outros crimes nos locais, em nenhum dos casos.

Diante dos recursos, o colegiado do Supremo reafirmou a tese de que “a entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito”.


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Em decisão que negou recurso interposto pelo Ministério Público de Goiás, Mendes afirmou que o “nervosismo apresentado pelo acusado” não constitui fundada suspeita, princípio que só poderia ser aplicado caso o investigado esteja na posse de arma de fogo ou de “objetos que constituam corpo de delito”.

*Com informações da CNN Brasil.

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