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Oposição critica posse de Renato Junior e fala de uso político da Câmara de Manaus

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Oposição critica posse de Renato Junior e fala de uso político da Câmara de Manaus
(Fotos: Divulgação)

A cerimônia de posse do novo prefeito de Manaus, Renato Junior, na Câmara Municipal, nesta terça-feira (31/3), gerou críticas de vereadores da oposição, mais especificamente de membros do PL, como Raiff Matos e Coronel Rosses, que apontaram uso político da Casa durante o evento.

À Rede Onda Digital, Raiff Matos afirmou que, apesar de reconhecer a legalidade da solenidade, houve falta de respeito com o Legislativo. “É um ato legal, constitucional, mas acredito que houve excessos. Faltou respeito do Poder Executivo com esta Casa, que foi usada como um comício”, declarou.

Segundo ele, a cerimônia teria sido utilizada para promover interesses eleitorais.

“Nós vimos aqui ontem um comício do ex-chefe do Executivo, que passou o bastão, e isso não deveria acontecer dentro da Câmara, que é a casa do povo”, acrescentou.

Já Rosses criticou a transformação da sessão em um “palco eleitoral” e afirmou que optou por se retirar do plenário junto a outros parlamentares da bancada. “Não havia possibilidade de participar desse palanque criado aqui. O grande expediente é para debater os problemas da cidade, não para ato político”, disse.

O parlamentar também classificou a situação como inadequada. “Isso foi uma grande lambança. Eu me recusei a ficar aqui puxando o saco de prefeito”, afirmou, além de acrescentar que servidores teriam sido levados ao local de forma obrigatória.


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As críticas ocorrem em meio ao início da gestão de Renato Junior e ao cenário político que antecede as eleições de 2026.

Nesta terça (31), o então prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), renunciou ao cargo durante sessão na Câmara, que oficializou sua saída para disputar o governo do Amazonas nas próximas eleições gerais de outubro.

Com a renúncia, o vice-prefeito Renato Junior assumiu imediatamente a chefia do Executivo municipal, em um processo previsto na Lei Orgânica e conduzido sem ruptura administrativa. A posse marca a transição dentro do mesmo grupo político.