Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Expulso, Wanderley Monteiro pode perder o mandato e abrir lugar para Josildo dos Rodoviários

Avante fez quatro deputados estaduais em 2022 e pelo estatuto , parlamentar expulso por infidelidade, como Wanderley Monteiro, deve perder o mandato

A expulsão do deputado estadual Wanderley Monteiro do Avante, decidida pela executiva estadual do partido na noite desta segunda-feira (11/08), foi o ápice das divergências internas entre o parlamentar e o grupo majoritário do partido, liderado pelo prefeito David Almeida, e pode levar para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o sindicalista Josildo Oliveira, irmão do vereador Jaildo dos Rodoviários.

Conforme o líder do prefeito na Câmara Municipal, vereador Eduardo Alfaia (Avante), Wandeley se afastou da vida partidária e há muito tem um comportamento contrário aos interesses do Avante na Aleam.

“Culminou com essa assinatura dele para a abertura de uma CPI que só quer desgastar a administração do prefeito, que é o presidente estadual do partido”, explicou.


Saiba mais:

Em sessão na Aleam, Wanderley Monteiro se manifesta após expulsão do Avante: “Consciência limpa”

Avante decide expulsar deputado estadual Wanderley Monteiro por quebra de fidelidade partidária


Wanderley fora da campanha para a reeleição

Alfaia lembra que na eleição de 2024, quando David buscava a reeleição, a presença de Wanderley foi mínima e houve quem o tenha visto fazendo campanha para o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Roberto Cidade (União Brasil), que era o indicado do governador Wilson Lima (União Brasil) e ficou em quarto lugar na eleição.

O estatuto do Avante estabelece que qualquer integrante da sigla detentor de mandato expulso por infidelidade partidária deve ser alvo de uma ação na Justiça Eleitoral com vistas a perda do mandato.

“O mandato parlamentar é do partido. Ele foi o menos votado para a Aleam, portanto foi eleito com os votos do partido, portanto a executiva é obrigada a pedir o mandato na Justiça”, defendeu Alfaia.

Acordo entre Wanderley e o Avante é possível, diz advogado

Advogado eleitoral ouvido pela Onda Digital, Carlos Santiago avalia que o fato do Avante expulsar e tentar retirar o mandato parlamentar de Wanderley Monteiro vai esbarrar em  aspectos legais muito específicos.

“Existem procedimentos administrativos internos: alguém propõe, uma instância aceita ou não; depois é escolhido um relator, tem o contraditório, votação final no Diretório. O acusado de infidelidade pode recorrer ao Diretório Nacional e no aspecto da justiça eleitoral, também é possível requerer, mas tem um julgamento tão longo e demorado que pode chegar em 2026 sem o julgamento final”, pondera Santiago.

No entendimento jurídico dele, Wanderley, ao assinar o pedido de CPI do Asfalta Manaus,  apenas cumpre a missão constitucional de fiscalização do dinheiro público. “Por isso, não vejo como perder o mandato por fidelidade partidária, uma vez que todo partido defende o uso correto do dinheiro público”, completou.

Apesar da previsão estatutária e até mesmo estar previsto na Legislação Eleitoral, a dificuldade para um partido tomar o mandato de um filiado é tão grande, que na maioria dos casos a opção foi compor com o mesmo para acabar com o constrangimento duplo.

Isso aconteceu, por exemplo, com o ex-deputado estadual Dermilson Chagas,  expulso do PP porque não apoiava o Wilson Lima, mas não perdeu o mandato. Na época houve um acordo de cavalheiros entre Chagas e a direção do PP, com ele saindo do partido e continuando com o mandato. O PP, por sua vez, não reivindicou o mandato, uma vez que o constrangimento causado por Dermilson ao governo havia se encerrado com a saída dele do PP.

Caso semelhante aconteceu com o ex-deputado federal Marcelo Ramos, que era vice-presidente da Câmara Federal e um dos principais quadros do PL. A vida de Marcelo ficou difícil com a entrada no partido do então presidente da República, Jair Bolsonaro, a quem fazia oposição forte na Casa.

Um acordo permitiu que Marcelo deixasse o partido e a vice-presidência da Câmara, mas o PL não reivindicou o mandato dele.

“Entre o Avante e o deputado, o caminho será o mesmo. O Avante deixa ele livre e o partido deixa de ficar constrangido com o voto dele”, avalia Santiago.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A expulsão do deputado estadual Wanderley Monteiro do Avante, decidida pela executiva estadual do partido na noite desta segunda-feira (11/08), foi o ápice das divergências internas entre o parlamentar e o grupo majoritário do partido, liderado pelo prefeito David Almeida, e pode levar para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o sindicalista Josildo Oliveira, irmão do vereador Jaildo dos Rodoviários.

Conforme o líder do prefeito na Câmara Municipal, vereador Eduardo Alfaia (Avante), Wandeley se afastou da vida partidária e há muito tem um comportamento contrário aos interesses do Avante na Aleam.

“Culminou com essa assinatura dele para a abertura de uma CPI que só quer desgastar a administração do prefeito, que é o presidente estadual do partido”, explicou.


Saiba mais:

Em sessão na Aleam, Wanderley Monteiro se manifesta após expulsão do Avante: “Consciência limpa”

Avante decide expulsar deputado estadual Wanderley Monteiro por quebra de fidelidade partidária


Wanderley fora da campanha para a reeleição

Alfaia lembra que na eleição de 2024, quando David buscava a reeleição, a presença de Wanderley foi mínima e houve quem o tenha visto fazendo campanha para o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Roberto Cidade (União Brasil), que era o indicado do governador Wilson Lima (União Brasil) e ficou em quarto lugar na eleição.

O estatuto do Avante estabelece que qualquer integrante da sigla detentor de mandato expulso por infidelidade partidária deve ser alvo de uma ação na Justiça Eleitoral com vistas a perda do mandato.

“O mandato parlamentar é do partido. Ele foi o menos votado para a Aleam, portanto foi eleito com os votos do partido, portanto a executiva é obrigada a pedir o mandato na Justiça”, defendeu Alfaia.

Acordo entre Wanderley e o Avante é possível, diz advogado

Advogado eleitoral ouvido pela Onda Digital, Carlos Santiago avalia que o fato do Avante expulsar e tentar retirar o mandato parlamentar de Wanderley Monteiro vai esbarrar em  aspectos legais muito específicos.

“Existem procedimentos administrativos internos: alguém propõe, uma instância aceita ou não; depois é escolhido um relator, tem o contraditório, votação final no Diretório. O acusado de infidelidade pode recorrer ao Diretório Nacional e no aspecto da justiça eleitoral, também é possível requerer, mas tem um julgamento tão longo e demorado que pode chegar em 2026 sem o julgamento final”, pondera Santiago.

No entendimento jurídico dele, Wanderley, ao assinar o pedido de CPI do Asfalta Manaus,  apenas cumpre a missão constitucional de fiscalização do dinheiro público. “Por isso, não vejo como perder o mandato por fidelidade partidária, uma vez que todo partido defende o uso correto do dinheiro público”, completou.

Apesar da previsão estatutária e até mesmo estar previsto na Legislação Eleitoral, a dificuldade para um partido tomar o mandato de um filiado é tão grande, que na maioria dos casos a opção foi compor com o mesmo para acabar com o constrangimento duplo.

Isso aconteceu, por exemplo, com o ex-deputado estadual Dermilson Chagas,  expulso do PP porque não apoiava o Wilson Lima, mas não perdeu o mandato. Na época houve um acordo de cavalheiros entre Chagas e a direção do PP, com ele saindo do partido e continuando com o mandato. O PP, por sua vez, não reivindicou o mandato, uma vez que o constrangimento causado por Dermilson ao governo havia se encerrado com a saída dele do PP.

Caso semelhante aconteceu com o ex-deputado federal Marcelo Ramos, que era vice-presidente da Câmara Federal e um dos principais quadros do PL. A vida de Marcelo ficou difícil com a entrada no partido do então presidente da República, Jair Bolsonaro, a quem fazia oposição forte na Casa.

Um acordo permitiu que Marcelo deixasse o partido e a vice-presidência da Câmara, mas o PL não reivindicou o mandato dele.

“Entre o Avante e o deputado, o caminho será o mesmo. O Avante deixa ele livre e o partido deixa de ficar constrangido com o voto dele”, avalia Santiago.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Roberto Cidade definirá desembargador do TJAM e procurador-geral antes da eleição

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), terá duas missões institucionais importantes junto ao Poder Judiciário antes de enfrentar a eleição de outubro....

Rompimento de Marcos Rotta com o Avante repete padrão histórico de acusações de traição

O rompimento do ex-vice-prefeito de Manaus Marcos Rotta (Avante) com seu grupo político na última sexta-feira (7/8), após a declaração de apoio do partido...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Tremores são sentidos em Manaus após terremoto na Colômbia

Moradores de diferentes pontos de Manaus relataram ter sentido tremores de terra nesta segunda-feira (10), após um terremoto de magnitude 7,4 atingir a Colômbia....

Manaus tem dia mais quente do ano com 35,4°C, diz Inmet

Manaus registrou o dia mais quente de 2026 neste domingo (9). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura na capital amazonense chegou...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Nikolas Ferreira explica salto no patrimônio para quase R$ 4 milhões

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou sobre o crescimento de seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Segundo os dados apresentados ao Tribunal...

Anvisa libera venda de medicamentos em aplicativos de entrega

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou medidas preventivas que proibiam a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos por plataformas digitais como iFood,...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Roberto Cidade definirá desembargador do TJAM e procurador-geral antes da eleição

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), terá duas missões institucionais importantes junto ao Poder Judiciário antes de enfrentar a eleição de outubro....

Rompimento de Marcos Rotta com o Avante repete padrão histórico de acusações de traição

O rompimento do ex-vice-prefeito de Manaus Marcos Rotta (Avante) com seu grupo político na última sexta-feira (7/8), após a declaração de apoio do partido...

Tremores são sentidos em Manaus após terremoto na Colômbia

Moradores de diferentes pontos de Manaus relataram ter sentido tremores de terra nesta segunda-feira (10), após um terremoto de magnitude 7,4 atingir a Colômbia....

Manaus tem dia mais quente do ano com 35,4°C, diz Inmet

Manaus registrou o dia mais quente de 2026 neste domingo (9). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura na capital amazonense chegou...

Nikolas Ferreira explica salto no patrimônio para quase R$ 4 milhões

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou sobre o crescimento de seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Segundo os dados apresentados ao Tribunal...

Anvisa libera venda de medicamentos em aplicativos de entrega

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou medidas preventivas que proibiam a comercialização, distribuição e propaganda de medicamentos por plataformas digitais como iFood,...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]