
Em Lábrea, no interior do Amazonas, equipes de saúde estão sendo treinadas para lidar com o morcego-vampiro (Desmodus rotundus), espécie que é uma das principais transmissoras do vírus da raiva na região. A capacitação ocorre ao longo da semana e reúne profissionais que atuam em áreas indígenas e ribeirinhas, onde o contato entre seres humanos, animais domésticos e fauna silvestre é mais frequente.
A atividade tem como objetivo melhorar a resposta das equipes diante de possíveis casos da doença e orientar o manejo adequado dos morcegos hematófagos, com foco na redução de riscos à saúde pública. Técnicas de captura, identificação e medidas de segurança também fazem parte do conteúdo aplicado no treinamento.
Especialistas destacam que a raiva continua sendo uma preocupação em regiões de difícil acesso, especialmente pela circulação do vírus entre animais e pela vulnerabilidade das comunidades isoladas. A integração entre equipes municipais e distritais é apontada como essencial para ampliar a vigilância e agilizar ações de controle.
Além das práticas de campo, os profissionais também recebem orientações sobre protocolos de biossegurança e monitoramento contínuo, considerados fundamentais para evitar a disseminação da doença. A iniciativa busca fortalecer a atuação local e reduzir a incidência da raiva no estado, sobretudo em áreas com maior risco de exposição.