Amazonas tem alta de casos de doenças respiratórias; bebês são os mais afetados

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O Amazonas registrou um crescimento de 14,6% nos casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos quatro primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam no painel epidemiológico de vírus respiratórios da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Segundo o levantamento, de 1º de janeiro até 30 de abril deste ano, foram confirmados 731 casos de SRAG em todo o estado, enquanto no mesmo período de 2025, o total de casos confirmados foi de 638.

Entre os municípios amazonenses com registros da síndrome, a capital Manaus lidera com folga: são 548 casos confirmados. Na sequência estão Eirunepé e Guajará, com 19 casos cada.

A SRAG não é uma doença específica, mas um conjunto de sinais e sintomas que pode ser causado por diferentes agentes, como vírus (incluindo o da gripe e o da Covid-19), bactérias ou outros fatores. A incidência geralmente aumenta no período chuvoso da região amazônica.

Entre as causas, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lidera, sendo responsável por 325 casos. Em seguida estão o Rinovírus, com 261 casos e a Influenza A, com 90 registros. A faixa etária mais afetada foi a de crianças com menos de 1 ano de idade, que registrou 369 casos de SRAG, seguido por crianças de 1 a 4 anos (216) e pessoas com 60 anos ou mais (95).

A FVS recomenda adoção de medidas como uso de máscaras, higienização das mãos e vacinação contra covid-19 e influenza.