André Mendonça acredita que delação de Vorcaro não trará novidades nas investigações

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O ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal, avalia com cautela uma possível delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o magistrado considera que ainda não há indícios suficientes de que o empresário tenha apresentado fatos novos e consistentes para justificar um acordo de colaboração.

De acordo com relatos de interlocutores, Mendonça entende que a Polícia Federal já possui amplo material para avançar nas investigações, incluindo celulares e documentos apreendidos com Vorcaro e pessoas próximas, como o empresário Fabiano Zettel.

A avaliação do ministro é de que uma eventual delação só teria utilidade caso apresente informações inéditas, novas estruturas financeiras ou personagens ainda desconhecidos pelos investigadores. Pessoas próximas ao magistrado afirmam que ele exige critérios como boa-fé, entrega de provas e ausência de seletividade de nomes ou fatos para homologar acordos de colaboração premiada.

Ainda segundo a reportagem, a expectativa é que uma proposta formal de delação seja encaminhada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República nas próximas semanas, antes do início oficial da campanha eleitoral.

O caso também envolve contratos e negociações ligados a pessoas próximas a integrantes do STF. A esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, teve contrato milionário com o Banco Master, enquanto o ministro Dias Toffoli e familiares negociaram cotas de um resort com fundos ligados ao banco.

(*)Com informações da CNN Brasil

(Foto: Carlos Moura/STF)