Após a rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, integrantes do PT começaram a mapear cargos ligados a indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O movimento ocorre nos bastidores e se concentra, principalmente, em postos regionais, sem atingir, por ora, o primeiro escalão do governo.

A articulação é acompanhada pela Secretaria de Relações Institucionais, comandada por José Guimarães, e reflete a insatisfação de parte do partido com o resultado no Senado. No dia da votação, aliados chegaram a afirmar que a relação com Alcolumbre estaria comprometida.
No entanto, o clima mudou nos dias seguintes. Após o feriado de 1º de maio, o governo passou a adotar um tom mais cauteloso para evitar desgaste político. A avaliação interna é de que o diálogo precisa ser mantido, já que o Planalto ainda depende do Congresso para avançar em pautas estratégicas.
O líder do governo, Randolfe Rodrigues, também defende moderação, especialmente por conta da importância política de Alcolumbre no Amapá. Já o senador Otto Alencar reforçou a necessidade de entendimento entre os Poderes para garantir a aprovação de propostas prioritárias.
Nos bastidores, o recado é claro: apesar da derrota, o governo tenta conter a crise e preservar a articulação política em Brasília.