O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes publicou neste sábado (24) um pedido de desculpas nas redes sociais após uma declaração polêmica envolvendo o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo). Na publicação, Gilmar reconheceu que fez uma “acusa injuriosa” contra o político.
“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, escreveu o ministro no X (antigo Twitter).
A polêmica começou na quinta-feira (23), quando Gilmar concedeu uma entrevista ao portal Metrópoles. Ao comentar um vídeo compartilhado por Zema nas redes sociais, no qual bonecos de fantoches que representariam Gilmar e o ministro Dias Toffoli discutem o escândalo do Banco Master, o magistrado levantou um questionamento sobre os limites do humor envolvendo figuras públicas.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? É só essa a questão”, disse o ministro na entrevista.
A declaração gerou reação imediata de Zema. Antes mesmo do pedido de desculpas de Gilmar, o ex-governador usou as redes sociais para criticar a fala. “Nem tenho mais palavras pra definir o que está acontecendo. Esse sujeito extrapola cada vez mais os limites. Se comporta como um INTOCÁVEL. Acima de tudo e todos. Que vergonha”, afirmou.
O episódio ocorre em meio a um clima de tensão entre o STF e setores da oposição, especialmente após o pedido de Gilmar para incluir Zema no inquérito das fake news, por conta do vídeo dos fantoches.

