App permite que mulheres consultem antecedentes criminais antes do date

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Dois homens são precos por violência contra ex-companheiras (Foto: Ilustrativa)
(Foto: Ilustrativa)

Uma nova ferramenta de Inteligência Artificial chega como ferramenta de proteção para mulheres em encontros: os desenvolvedores do Puft.ai afirmam que o objetivo é facilitar o acesso à informação, auxiliando na segurança feminina.

Para usar, basta acessar o app ou a plataforma e inserir o nome completo ou CPF da pessoa em questão. Então, o sistema cruza dados e apresenta um relatório com informações como processos judiciais, passagens policiais e vínculos empresariais. Ou seja, a mulher poderá, antes do seu encontro, checar possíveis antecedentes do homem, ou se o nome dele consta em processos judiciais.

Segundo os responsáveis pelo app, a empresa respeita restrições legais de acesso à informação. Por exemplo, processos que tramitam sob sigilo judicial não aparecem no sistema, justamente por não serem públicos. Informações que não constem de bases de dados públicas também não são exibidas.

Ainda assim, para alguns especialistas, a divulgação dos dados pode infringir a LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados). “Entendo que, com base na LGPD, os órgãos públicos podem manter esses sistemas, mas empresas privadas com fins lucrativos não podem, porque estão violando a LGPD”, afirma Ariel de Castro Alves, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP e ex-secretário do Ministério de Direitos Humanos.

Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da última década: foram 1.568 mulheres assassinadas, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma alta de 4,7% em relação ao ano anterior.