AVC: pesquisa identifica risco maior em pessoas com ritmo cardíaco irregular

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Um estudo apresentado na Conferência da Organização Europeia de AVC de 2026, em Maastricht, apontou que tanto batimentos cardíacos muito baixos quanto muito altos podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa analisou dados de cerca de 460 mil pessoas ao longo de 14 anos.

Os cientistas utilizaram informações do banco de dados UK Biobank para investigar a relação entre a frequência cardíaca em repouso e eventos cardiovasculares. Segundo os resultados, índices abaixo de 60 batimentos por minuto ou acima de 100 apresentaram associação com maior risco de AVC.

A frequência cardíaca muito baixa, conhecida como bradicardia, pode indicar que o coração não está bombeando sangue adequadamente, reduzindo o fluxo sanguíneo para o cérebro. Já os batimentos acelerados, chamados de taquicardia, podem provocar sobrecarga cardíaca e favorecer arritmias, como a fibrilação atrial, condição ligada à formação de coágulos.

Os pesquisadores destacam que fatores como idade, atividade física, estresse, medicamentos e doenças cardíacas influenciam a frequência cardíaca. Apesar de o estudo indicar associação — e não uma relação direta de causa e efeito — os dados reforçam a importância do monitoramento cardiovascular.

Entre os principais sinais de alerta estão tontura, desmaios, palpitações frequentes e cansaço sem causa aparente. Especialistas afirmam que acompanhar os batimentos cardíacos por exames ou dispositivos inteligentes pode ajudar na detecção precoce de alterações.

O AVC segue entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo. A prevenção inclui hábitos saudáveis, prática de atividade física, alimentação equilibrada e controle de fatores de risco cardiovasculares.

 

(Foto: reprodução)

 

(*)Com informações do Metrópoles