
Nesta terça (23/6), a Polícia Civil do Distrito Federal vai colher depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da arma registrada em seu nome que foi apreendida em blitz na semana passada. O depoimento será tomado de forma presencial, no condomínio onde Bolsonaro mora e cumpre prisão domiciliar.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido da polícia para ouvir o ex-presidente por videoconferência, “uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas”.
A arma, uma pistola registrada em nome de Bolsonaro, estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na segurança do ex-presidente. O militar afirmou que estava levando a arma para passar por reparos, e que ela seria depois devolvida ao ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro alegou que a própria equipe de segurança dele deixou a arma inoperante, para evitar situações de risco devido aos problemas de saúde do ex-presidente. Bolsonaro teria percebido o defeito na pistola e pedido ao seu auxiliar que a consertasse.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária, cujo prazo está chegando ao fim. Espera-se que na quinta (25), Moraes emita decisão sobre a continuação ou não da domiciliar de Bolsonaro.