
O primeiro dia da missão humanitária brasileira na Venezuela foi marcado pela atuação de uma força-tarefa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) nas ações de busca e salvamento de vítimas após o terremoto de grande magnitude registrado no país.
A equipe está instalada em uma base na região de Los Corales e presta apoio ao governo venezuelano com o envio de cerca de dez toneladas de equipamentos e materiais, além de uma caminhonete de suporte operacional. A operação também conta com quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e 37 bombeiros militares brasileiros.
Para reforçar os trabalhos, o Governo Federal enviou neste sábado (27) uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, além de militares responsáveis pela operação da estrutura e purificadores de água.
A missão é coordenada pelo MIDR, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro, Armin Braun, o cenário encontrado é crítico, com destruição, falta de infraestrutura básica e muitas pessoas desabrigadas.
O terremoto também foi sentido em estados do Norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, causando preocupação e evacuação preventiva de prédios, mas sem registros de vítimas ou danos estruturais significativos em território brasileiro.