Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram um marco histórico na ciência brasileira: o nascimento do primeiro porco clonado da América Latina. O feito é resultado de quase seis anos de estudos e integra um projeto inovador voltado à produção de órgãos para transplantes humanos.

O animal nasceu no Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, em Piracicaba (SP), e representa um avanço importante nas pesquisas de xenotransplante, técnica que busca utilizar órgãos de animais em humanos.
A iniciativa faz parte do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), criado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, e conta com parceria da farmacêutica EMS.
O objetivo é desenvolver suínos geneticamente modificados capazes de fornecer órgãos compatíveis com o corpo humano, reduzindo o risco de rejeição e ajudando a enfrentar a escassez de doadores no sistema de saúde.
Hoje, milhares de brasileiros aguardam por transplantes. A tecnologia pode, no futuro, ampliar significativamente o acesso a órgãos pelo SUS e salvar vidas.
Apesar do avanço, especialistas destacam que ainda são necessários novos testes e etapas antes que a técnica possa ser aplicada em pacientes.