O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (3/6) discordar “profundamente” das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou falhas do Brasil na fiscalização da importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Em nota, o Palácio do Planalto informou que poderá acionar a Lei de Reciprocidade para responder a medidas consideradas injustas contra o país.
A reação ocorre após uma investigação do governo norte-americano concluir que 59 países, incluindo o Brasil e membros da União Europeia, não teriam adotado mecanismos suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas sob condições de trabalho forçado. Como resposta, os Estados Unidos propuseram tarifas extras de 12,5% sobre produtos desses países.
No comunicado, o governo brasileiro criticou o uso do tema trabalhista como justificativa para medidas protecionistas unilaterais e afirmou que adotará ações para minimizar possíveis impactos à economia, ao emprego e à renda dos brasileiros.
O Planalto também destacou que o Brasil é reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelo combate ao trabalho escravo e forçado, além de reforçar que a legislação brasileira já permite barrar produtos ligados a práticas ilegais.
Apesar do impasse, o governo mantém a busca por diálogo diplomático com os Estados Unidos para evitar a aplicação das tarifas e ampliar o entendimento entre os dois países.
(*)Com informações do G1 e Agência Brasil
