Brasileira viaja até a Suíça para realizar eutanásia

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Foto: Reprodução/Redes sociais.

 

O caso da professora brasileira Célia Maria Cassiano está causando discussão nas redes. Na quarta (15/4), ela passou por procedimento de suicídio assistido na Suíça. Célia foi diagnosticada em 2025 com uma doença degenerativa que afeta o segundo neurônio motor. Ela manteve a consciência até o fim, mas seu corpo já começava a falhar e iria progressivamente perder os movimentos e a fala.

Em vídeo gravado para o seu Instagram, a professora disse: “Eu não queria ficar totalmente dependente, presa numa cama, ligada a aparelhos”. Ela também declarou: “Hoje eu preciso de três pessoas para me levarem ao banheiro: uma me levanta, uma tira minha roupa, outra me ajuda a sentar. Decidi lutar pelo meu direito de ter uma morte digna”.

A professora destacou que viveu uma “vida deliciosa” e que os dias que antecederam o procedimento foram os melhores de sua vida. Na data em questão, ela se deitou em sua cama e tomou por si mesma substância prescrita por um médico. Ela adormeceu e se foi sem sentir dor.

No Brasil, a eutanásia e o suicídio assistido são práticas ilegais. Na Suíça, o suicídio assistido é permitido por lei e segue um protocolo rigoroso desde os critérios médicos legais até a perícia policial. A Suíça é hoje o único país que aceita estrangeiros não residentes no modelo de suicídio assistido. No caso de Célia, o procedimento envolveu deslocamento, custo elevado e meses de preparação, com documentação e laudos médicos. A Suíça permite apenas o procedimento no qual a própria pessoa realiza o ato.

No seu vídeo de despedida, Célia ainda afirma: “Lutem por esse direito no Brasil. Não é uma obrigação. É uma escolha”.