A onda de calor que atinge a Europa já causou mais de 1,3 mil mortes acima do esperado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a entidade, cerca de 150 milhões de pessoas enfrentam temperaturas extremas, que pressionam os sistemas de saúde, afetam a infraestrutura e aumentam a demanda por energia em diversos países.
A França concentra a maior parte das vítimas, com cerca de mil mortes registradas desde 24 de junho, principalmente entre idosos. Na Espanha, 212 óbitos também foram associados às altas temperaturas. Países como Alemanha, Suíça, República Tcheca e Dinamarca bateram recordes históricos de calor nos últimos dias.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que a organização trabalha com governos para reduzir os impactos da crise, priorizando ações de prevenção, preparação e fortalecimento dos serviços de saúde.
Além dos efeitos na saúde, o calor extremo também provocou transtornos na infraestrutura. Na Hungria, uma usina nuclear reduziu a geração de energia por causa do aquecimento das águas utilizadas no resfriamento dos reatores. Já na Alemanha, o calor causou danos em rodovias e levou empresas ferroviárias a flexibilizar regras para viagens.
Especialistas afirmam que o episódio é impulsionado pelas mudanças climáticas e por um fenômeno atmosférico conhecido como “bloqueio ômega”, que mantém o ar quente sobre uma mesma região por vários dias. Segundo pesquisadores, eventos desse tipo tendem a se tornar mais frequentes, intensos e duradouros, além de provocar impactos econômicos significativos.
(*)Com informações do G1
