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“Canetas emagrecedoras” são liberadas para adolescentes com diabetes no Brasil

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Foto: anilorax/freepik.com

O uso de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, tem se expandido no tratamento de doenças metabólicas, mas ainda levanta dúvidas sobre sua aplicação em adolescentes.

Em abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, para o tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes de 10 a 17 anos. Essa é a primeira medicação da classe dos agonistas duplos de GIP e GLP-1 liberada no Brasil para essa faixa etária. Esses hormônios atuam no controle da glicose e na regulação da insulina, ajudando a melhorar o equilíbrio metabólico.

O avanço do diabetes tipo 2 entre jovens acompanha o crescimento expressivo da obesidade infantil no país. Dados oficiais mostram que o número de adolescentes com obesidade saltou de cerca de 75 mil em 2009 para quase 1 milhão em 2025. Fatores como sedentarismo, má alimentação, sono irregular e predisposição genética contribuem para esse cenário.

Estudos clínicos indicaram que a tirzepatida pode melhorar o controle glicêmico e reduzir o IMC em adolescentes, com resultados mantidos ao longo de um ano. Especialistas destacam, no entanto, que o medicamento não é indicado para emagrecimento nessa faixa etária.

Os efeitos adversos incluem náuseas, vômitos, diarreia e risco de hipoglicemia, exigindo acompanhamento médico rigoroso. Em alguns casos, pode haver interferência em métodos contraceptivos e contraindicações específicas para determinadas condições clínicas.