“Cansamos de ser tratados como país pobre”: Lula eleva o tom na Europa e vende novo Brasil

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Durante a abertura do pavilhão brasileiro, nesta segunda-feira (20), Lula afirmou que o Brasil “cansou de ser tratado como pobre e pequeno” e destacou o potencial nacional em energia limpa, inovação e indústria sustentável. A fala reforça a tentativa do governo de reposicionar o país no cenário internacional, agora como fornecedor estratégico para a Europa em tecnologia e transição energética.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente apostou nos números para sustentar o argumento: cerca de 90% da matriz elétrica brasileira é renovável. Também citou o avanço dos biocombustíveis, com mistura de etanol e biodiesel acima da média global, sugerindo até uma comparação direta com combustíveis europeus.

Nos bastidores, o movimento é claro: atrair investimentos, ampliar parcerias e vender o país como potência verde. Mais de 300 empresas brasileiras participaram do evento, exibindo desde soluções tecnológicas até caminhões movidos a biocombustíveis.

A retórica, no entanto, vem carregada de ambição e pressão. Ao prometer protagonismo global, o governo eleva a régua das expectativas sobre resultados concretos.

Ao final, Lula resumiu o tom da missão: após essa participação, a relação entre Brasil e Alemanha “não será mais a mesma”. Resta saber se o discurso forte vai se traduzir em impacto real, ou ficar apenas no campo das intenções.