
O Ministério Público Federal (MPF) quer vender antecipadamente veículos de uma organização criminosa acusada de promover um dos maiores esquemas de desmatamento na Amazônia dos últimos anos.
O grupo, liderado pelo empresário Bruno Heller, considerado pela Polícia Federal um dos maiores devastadores da região, é suspeito de destruir 22 mil hectares de terras da União, um dano ambiental estimado em R$ 116,5 milhões.
O MPF quer evitar que carros como Jeep Renegade, caminhonetes Hilux e até modelos de coleção se desvalorizem ou sejam negociados ilegalmente enquanto o processo corre. O objetivo é garantir que o dinheiro da venda retorne aos cofres públicos para reparar os danos causados à floresta.
Além dos veículos, os investigadores miram um patrimônio vivo: mais de 9 mil cabeças de gado distribuídas em fazendas no Pará. O MPF também pretende pedir a posse desses animais para abater a dívida milionária gerada pela invasão de terras públicas e o uso de “laranjas”.
A medida reforça um novo cerco financeiro contra o crime ambiental: não basta prender, é preciso asfixiar o caixa de quem lucra com a destruição da nossa biodiversidade.