
Na tarde desta quinta (4/6), Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, deixou a prisão após a Justiça do Rio de Janeiro expedir o alvará de soltura. No julgamento pela morte do filho, realizado no 2° Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, Monique recebeu o perdão judicial pelo caso.
Monique estava presa no Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela já voltou para casa.
Monique e seu ex-companheiro, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foram acusados da morte de Henry, que tinha 4 anos, em 2021. Segundo as investigações, o menino sofria abusos e tortura nas mãos de Jairo, e a mãe tinha conhecimento das agressões e foi omissa. No julgamento, Jairo foi condenado a 43 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Já Monique teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela também foi condenada por omissão em relação às torturas sofridas pelo filho, a uma pena de 1 ano e 4 meses. Mas como já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.
A juíza Elizabeth Machado Louro declarou, ao ler a sentença, que a reação da sociedade sobre Monique foi “desproporcional e desmesurada”. Ela considerou que a reação “discriminatória de gênero”, influenciada pela “cultura patriarcal”, ainda permeia as relações sociais.