
Empresas como a Coca-Cola, o eBay e a Tesla se manifestaram contra a medida do governo dos Estados Unidos de impor tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil, anunciada em junho. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) abriu um espaço em seu portal para receber comentários sobre a medida e o prazo para envio das manifestações terminou em 1º de julho.
A Coca-Cola pediu ao USTR que mantenha “a isenção proposta para insumos de laranja originários do Brasil” e que adicione “exclusão equivalente ou um regime de transição” para insumos de limão brasileiro. Segundo a empresa, sem os produtos brasileiros, a indústria teria que buscar novos fornecedores, o que levaria a aumento de custos.
A Tesla, montadora de carros elétricos pertencente ao bilionário Elon Musk, explica que alguns insumos ainda não podem ser obtidos nos Estados Unidos em escala suficiente para permitir uma manufatura americana competitiva, e que depende do acesso a “cadeias internacionais de suprimento já estabelecidas, incluindo determinadas peças e componentes fornecidos pelo Brasil”.
Já o eBay, um dos maiores sites de comércio eletrônico do mundo, argumentou que impor tarifas sobre itens comercializados após a produção prejudica o mercado de revendedores, “que não tiveram qualquer participação na produção desses bens de segunda mão”.
O governo Trump argumentou que produtos do Brasil devem ser taxados por causa de “políticas e práticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.