COI proíbe atletas trans de disputarem categorias femininas nos Jogos Olímpicos

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Fachada da sede do COI em Lausanne, na Suíça (Foto: IOC/Christophe Moratal).

Nesta quinta (26/3), o Comitê Olímpico Internacional (COI) determinou que apenas atletas biologicamente do sexo feminino, cujo gênero será determinado por um teste genético único de triagem, serão elegíveis para participar de competições na categoria feminina nos Jogos Olímpicos. Segundo a entidade, a medida tem como objetivo proteger a categoria feminina, como parte de sua iniciativa para estabelecer uma regra universal para competidores no esporte feminino de elite.

No comunicado, o Comitê indicou que mulheres trans terão de competir na categoria masculina nas próximas Olimpíadas. Diz a nota: “Atletas com resultado positivo no teste SRY, incluindo atletas transgênero XY e atletas XY-DSD com sensibilidade a andrógenos, continuam sendo incluídos em todas as outras classificações para as quais se qualificam. Por exemplo, são elegíveis para qualquer categoria masculina, incluindo uma vaga masculina designada em qualquer categoria mista, e qualquer categoria aberta, ou em esportes e eventos que não classificam atletas por sexo”.

Até esta quinta, atletas transgênero eram autorizados a participar dos Jogos Olímpicos após serem aprovados por suas respectivas federações. Algumas federações, incluindo atletismo, natação e rugby, já haviam estabelecido suas próprias regras, proibindo atletas que passaram pela puberdade masculina de competir na categoria feminina. Porém, muitas federações menores ainda não tinham finalizado seus regulamentos sobre o tema.

Em 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu a participação de atletas transgênero em competições escolares, universitárias e profissionais na categoria feminina. Los Angeles se prepara para receber os Jogos Olimpícos de 2028.