O basquete mundial está de luto com a morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, na tarde desta sexta-feira (17/4), em São Paulo. O ex-atleta, que imortalizou o apelido de “Mão Santa”, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, Oscar enfrentou a doença, mas em 2022 anunciou que havia interrompido a quimioterapia por decisão própria.
Um dos maiores cestinhas da história do basquete, o “Mão Santa” levou o Brasil ao título nos Jogos Pan-Americanos de 1987, batendo os Estados Unidos na final em Indianápolis, façanha que lhe rendeu elogios de lendas da NBA, embora ele nunca tenha atuado na principal liga de basquete do mundo. Apadrinhado por Larry Bird, Oscar teve a carreira imortalizada ao ser nomeado para o Hall da Fama do Basquete nos EUA.
Larry Bird afirmou: “Acompanhei toda a carreira dele e esperava que ele jogasse na NBA para que eu pudesse competir contra ele ou com ele. Fiquei muito honrado quando ele me pediu para apresentá-lo em sua cerimônia de entrada no Hall da Fama.”
Shaquille O’Neal declarou: “Um dos melhores jogadores da história. Quando a gente fala ‘os grandes jogadores do mundo’, ele está na lista. Então a gente fala dele, do Jordan. Quando a gente fala do Brasil, a gente fala de Oscar Schmidt. Ele era o cara.”
Charles Barkley afirmou: “O Oscar provavelmente foi o melhor jogador internacional que quase ninguém viu jogar. Tive a sorte de jogar contra ele. Ele é um dos melhores jogadores de todos os tempos, não tenho dúvida disso.”
Kobe Bryant disse: “Eu cresci na Itália assistindo aos jogos de Oscar Schmidt, e ele se tornou um ídolo meu. Eu realmente gostava de vê-lo jogar quando eu era criança.”
Klay Thompson completou: “De ala-pivô eu vou de Oscar Schmidt, do Brasil, porque ele é um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, está no Hall da Fama. Um dos melhores jogadores que nunca jogaram na NBA.”
Magic Johnson relembrou: “Lembram quando o Brasil venceu os EUA no Pan e Oscar anotou 46 pontos? Inacreditável! Nos tornamos amigos.”
Rick Barry criticou a marcação brasileira naquela partida: “Se você marcar o Oscar, nunca largue ele. E o que aconteceu? Eles largaram ele na defesa e o Oscar começou a simplesmente acabar com o jogo.”
Luis Scola, ex-jogador argentino, também prestou homenagem: “Oscar Schmidt sempre foi meu jogador favorito.” O velório e o sepultamento ainda não foram informados pela família.