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Defesa admite que arma apreendida em blitz pertencia a Bolsonaro

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Foto: Pablo Porciuncula/AFP.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (17/6), que a arma apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, na última segunda-feira (15), pertence de fato ao ex-mandatário. O esclarecimento foi apresentado após questionamentos sobre a posse do armamento encontrado em um veículo ligado à equipe de segurança de Bolsonaro.

Segundo os advogados, integrantes da segurança do ex-presidente retiraram o percussor da pistola sem o conhecimento prévio dele. A defesa alegou que a medida foi adotada por precaução, em razão do uso de medicamentos que poderiam afetar a cognição de Bolsonaro e aumentar o risco de acidentes.

Ainda conforme o documento, Bolsonaro percebeu que a arma apresentava falha de funcionamento e a entregou ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho para que fosse providenciado o reparo. Os advogados sustentam que não existe determinação judicial que obrigue a entrega de armas e afirmam que o ex-presidente não tem interesse na restituição do equipamento enquanto permanecer em prisão domiciliar.

A pistola permanece sob custódia da Polícia do Distrito Federal, que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso. As investigações devem esclarecer se houve alguma irregularidade relacionada à posse, ao transporte ou à manutenção do armamento.