A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22/6), um recurso para tentar anular a decisão que autorizou buscas em sua residência durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal na última semana.
A investigação apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, o líder do governo no Senado teria atuado em defesa de interesses da instituição financeira no Congresso em troca de benefícios, como um apartamento em Salvador e repasses a empresas ligadas a familiares.
Em manifestação ao STF, a defesa do parlamentar afirmou que a operação foi baseada em “erros graves” e negou qualquer atuação de Jaques Wagner em favor do banco. Os advogados sustentam que a única proposta apresentada pelo senador sobre crédito consignado buscava limitar juros cobrados aos consumidores, medida que, segundo eles, contrariaria os interesses do Banco Master.
Os advogados também contestam a apreensão de US$ 49 mil encontrados em um endereço ligado ao senador em Brasília. De acordo com a defesa, os recursos têm origem lícita, sendo provenientes de diárias recebidas em viagens oficiais ao exterior e de operações cambiais registradas em instituição financeira.
A Polícia Federal investiga ainda transferências de cerca de R$ 3,5 milhões para uma empresa vinculada ao núcleo familiar do senador, além de mensagens que indicariam cobranças de valores ao empresário Augusto Ferreira Lima, investigado no caso. A defesa afirma confiar que o STF revisará a decisão e reafirma que Jaques Wagner não cometeu irregularidades.
Até o momento, a Polícia Federal não se pronunciou sobre os argumentos apresentados pelos advogados do parlamentar.
(*)Com informações do G1