Nesta terça (12/5), teve início a operação “Sentinela Maior”, realizada conjuntamente pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), para desativar o Núcleo Prisional da PMAM, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte da capital. Essa era a unidade prisional onde eram mantidos presos policiais militares condenados por crimes.
A operação prevê a mudança de cerca de 70 presos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na BR-174, na Zona Rural de Manaus, e acontece após fuga de 23 PMs registrada em fevereiro deste ano.
No entanto, os presos estão se recusando a sair. A Onda Digital falou com o advogado Henrique Vasconcelos, que trabalha na causa do núcleo prisional.
“Eles estão se recusando a sair até receberem algum tipo de documentação que comprove a legalidade do ato. […] A princípio, eles sairiam daqui para um complexo no lado do Compaj. É o que se especula, porque até o momento não temos documento ou informação sobre nada”.
E continuou: “Ainda por cima, esse ato é ilegal. O artigo 295 do Código de Processo Penal fala que oficiais e militares estaduais terão direito a uma prisão especial. Se aqui está lotado, que o Estado construa uma nova cadeia, ao invés de levá-los para ao lado dos presos comuns. O que eu acho que vai acontcer, se continuar esse ato de ilegalidade, vai ser uma grande rebelião, nos moldes ou pior que a rebelião do Compaj de 2017”.