Delegado que prendeu Deolane Bezerra processa influenciadora por danos morais

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Delegado que prendeu Deolane Bezerra processa influenciadora por danos morais
Influenciadora Deolane Bezerra. (Foto: reprodução/redes sociais)

A influenciadora Deolane Bezerra está sendo processada pelo delegado Paulo Gondim, da Polícia Civil de Pernambuco, que a prendeu em setembro de 2024. O delegado cobra uma indenização de R$ 81 mil por danos morais, calúnia e difamação. Deolane, que é advogada, empresária e ex-participante de reality show, foi presa no dia 4 de setembro de 2024 no âmbito da Operação Integration, que tinha como objetivo desmantelar uma quadrilha voltada à exploração de jogos de azar, fraudes e lavagem de dinheiro. Gondim presidiu o inquérito policial.

A influenciadora teve a prisão preventiva mantida inicialmente, chegou a conseguir prisão domiciliar, mas voltou a ser presa em 10 de setembro por descumprir medidas cautelares, sendo solta definitivamente em 24 de setembro de 2024 em Recife. Segundo o processo, as medidas cautelares impostas a Deolane incluíam a proibição de comentar o caso publicamente nas redes sociais e de interferir nas investigações. Mesmo ciente da restrição, ela se dirigiu à imprensa e aos seus milhões de seguidores, dizendo que foi “presa ilegalmente” e que o delegado teria cometido “abuso de autoridade”.

Em uma live no Instagram realizada em julho de 2025, Deolane voltou a acusar o delegado. “Vou expor o abuso de autoridade e dos crimes que vocês vêm cometendo. Vocês me prenderam porque mentiram para a justiça. Você, Paulo Gondim, você mentiu para a justiça, você ludibriou a justiça, o Ministério Público. Agora está travada a guerra. Vocês vão bater de um lado e eu do outro. A não ser que vocês me prendam injustamente ou me matem. Eu não vou mais me calar. Vocês são covardes”, disse a influenciadora. O vídeo foi apagado de seus perfis, mas continua disponível em perfis paralelos.

Segundo a defesa do delegado, a influenciadora realizou um ataque pessoal com intuito de linchamento moral contra Paulo Gondim. “A conduta da parte ré gera impacto na imagem pública do delegado, que contém mais de 17 anos de conduta ilibada na Polícia Civil de Pernambuco”, justificam os advogados, que pedem indenização por danos morais, difamação e calúnia. A defesa ainda solicita que Deolane exclua o vídeo de todas as plataformas, faça uma nova gravação se retratando e se abstenha de publicar qualquer tipo de conteúdo que pretenda dirimir a imagem do delegado.