Após questionamentos de chapas derrotadas na eleição indireta para o governo do Amazonas nesta segunda-feira (4), o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Adjuto Afonso (União), afirmou que o processo ocorreu de forma “transparente” e dentro das regras definidas pela Casa, mas reconheceu o direito de contestação de outras candidaturas.

Segundo ele, o rito da eleição foi estabelecido em conjunto com a mesa diretora e a Procuradoria da Assembleia, sem previsão de manifestação dos deputados durante a votação. “É uma democracia, é um direito de cada um protestar”, declarou, ao comentar as críticas de candidatos que reclamaram da falta de espaço para fala e do resultado do pleito.
A eleição confirmou a vitória por unanimidade de Roberto Cidade (União), que assume o governo do estado. Sobre a nova gestão, Adjuto destacou que o governador não é obrigado a seguir o plano do ex-governador Wilson Lima, do mesmo partido, e pode apresentar um novo projeto de governo. “Cada governo é um governo”, afirmou.
Nos bastidores, o parlamentar também deixou em aberto a possibilidade de disputar a presidência da Assembleia, caso tenha apoio dos colegas deputados.
As declarações ocorrem em meio a um clima de tensão política, com críticas ao formato da eleição e ao espaço limitado para debate. Ainda assim, a Assembleia sustenta que todo o processo seguiu critérios legais e regimentais.
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