O dólar encerrou esta segunda-feira (13/4) em queda e voltou a ficar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto o principal índice da bolsa brasileira renovou seu recorde histórico.
A moeda norte-americana recuou 0,29%, cotada a R$ 4,9969, no menor nível desde março de 2024. Já o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, superando pela primeira vez a marca dos 198 mil pontos.
O desempenho positivo da bolsa foi impulsionado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como Vale e Petrobras, beneficiadas pela alta do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional, além da entrada de capital estrangeiro.
No cenário externo, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a possibilidade de um acordo com o Irã, ajudaram a melhorar o humor dos mercados ao longo do dia. A sinalização de negociação reduziu tensões geopolíticas e fortaleceu ativos de países emergentes, incluindo o real.
Apesar de um início de pregão negativo, o mercado reagiu às falas e inverteu o movimento, com valorização da bolsa e queda do dólar. Investidores também mantêm a avaliação de que o Brasil segue atrativo dentro do cenário global, o que tem sustentado o fluxo de recursos externos.
Dados da B3 indicam entrada líquida de R$ 11,55 bilhões em abril até o dia 9, elevando o saldo positivo no ano para cerca de R$ 65 bilhões. Analistas apontam que o índice segue em tendência de alta e pode se aproximar dos 200 mil pontos no curto prazo.
No pano de fundo, permanecem as incertezas no Oriente Médio, após o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. A tensão elevou os preços do petróleo, que chegaram a se aproximar de US$ 100 o barril, influenciando o desempenho de empresas do setor.
No Brasil, o mercado também revisou para cima a expectativa de inflação, com projeção de 4,71% para 2026, segundo o Boletim Focus, marcando a quinta alta consecutiva.
(*)Com informações do InfoMoney
