
A fibromialgia afeta cerca de 6 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, mas ainda é cercada por desinformação e preconceito. Sem aparecer em exames comuns, muitos pacientes passam anos ouvindo que a dor é “frescura”, “preguiça” ou “coisa da cabeça”.
A doença crônica provoca dores espalhadas pelo corpo, fadiga intensa, sono não reparador e dificuldade de concentração. Em muitos casos, atividades simples do dia a dia se tornam desgastantes.
Especialistas alertam que um dos principais sinais é a dor constante em diferentes regiões do corpo, geralmente dos dois lados e acima e abaixo da cintura. O cansaço extremo também chama atenção: mesmo dormindo várias horas, a pessoa acorda sem sensação de descanso.
A fibromialgia atinge principalmente mulheres entre 35 e 60 anos. Segundo médicos, fatores emocionais, traumas, estresse prolongado e ansiedade podem estar associados ao surgimento da doença.
Apesar de não ter cura, o tratamento pode melhorar significativamente a qualidade de vida. Além de medicamentos, a recomendação inclui atividade física, acompanhamento psicológico, melhora do sono e redução do estresse.
Especialistas também destacam que o diagnóstico precoce faz diferença, mas muitos pacientes ainda enfrentam demora no atendimento e falta de acolhimento, inclusive dentro do sistema de saúde.
Mais do que combater a dor, médicos defendem a necessidade de combater o preconceito enfrentado diariamente por quem convive com a fibromialgia.