Ed Motta depõe sobre confusão em bar e diz que não é preconceituoso

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Ed Motta na chegada à 15ªDP (Gávea), para prestar depoimento (Foto: Rafael Nascimento/ g1).

Nesta terça (12/5), o cantor e compositor Ed Motta foi à 15ªDP (Gávea) para prestar depoimento sobre a confusão na qual se envolveu na semana passada, no restaurante Grado, no Jardim Botânico, RJ. Ed e amigos se desentenderam com funcionários e outros frequentadores, e houve arremesso de uma garrafa e uma cadeira durante a briga, que teria sido motivada por uma cobrança de taxa de rolha, cobrada quando o cliente leva o próprio vinho para o estabelecimento.

Durante a confusão, Ed Motta teria ofendido um dos funcionários do local com ofensa preconceituosa contra nordestinos: segundo depoimento do funcionário, o cantor teria dito ao barman da casa: “Vai tomar no c* seu filho da p***, paraíba”, entre outras ofensas.

A Folha teve acesso ao depoimento do cantor, que confirmou ter ficado chateado com a cobrança da taxa. Ed disse que, “sob influência de emoção”, arremessou a cadeira “ao chão, sem intenção de atingir qualquer pessoa”.

Ele também afirmou que saiu do local e não viu a confusão que continuou entre seus amigos e funcionários do restaurante. O músico também negou que tenha dito “palavras pejorativas”. Destacou que “é neto de baiano e bisneto de cearense, possuindo amplo respeito pelos nordestinos”, e que “é negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito”.

A polícia investiga se houve dois crimes: lesão corporal contra uma pessoa da mesa vizinha à do cantor, investigação na qual Ed Motta está classificado como testemunha; e injúria por preconceito, onde ele seria autor.