
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta terça-feira (14/4). A audiência, que ocorreria por videoconferência, durou pouco mais de dois minutos devido à ausência do réu, e foi conduzida pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Eduardo é réu por obstrução de Justiça e coação no curso do processo. Ele é acusado de coagir a Suprema Corte no curso da ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inclusive atuando para promover sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, e tarifas comerciais contra o Brasil.
A defesa dele, que está sob responsabilidade da Defensoria Pública da União (DPU), também não esteve presente.
O interrogatório é considerado um instrumento de autodefesa. Por isso, o réu não é obrigado a comparecer nem a responder às perguntas. Na prática, a ausência não gera punição direta. Agora, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, deve declarar encerrada a fase de instrução e abrir prazo para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a defesa apresentem as alegações finais.
Eduardo se autoexilou nos Estados Unidos em fevereiro de 2025 alegando perseguição política, e acabou tendo o mandato de deputado federal cassado.