Eduardo Bolsonaro tinha poder sobre decisões financeiras de “Dark Horse”, diz Intercept

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Uma reportagem do Intercept Brasil aponta que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria atuado de forma mais ativa do que declarou na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo documentos e mensagens obtidos pelo site, Eduardo aparece como produtor-executivo do projeto, com funções que iam além da simples cessão de imagem, incluindo participação em decisões sobre orçamento, captação de recursos e busca de investidores. Em post recente nas redes sociais, ele negou ter exercido papel de gestão e disse que apenas cedeu direitos de imagem.

O contrato citado pela reportagem, assinado em 2024, indica que a produção envolvia a empresa GoUp Entertainment e colocava Eduardo e o deputado Mario Frias como responsáveis pela produção-executiva. Esse cargo, segundo o documento, dá poder de atuação direta na parte financeira e estratégica do filme.

Foto: Intercept Brasil

Trocas de mensagens também indicariam que Eduardo teria participado de articulações para viabilizar investimentos no projeto, inclusive discutindo formas de envio de recursos vindos do exterior.

A reportagem afirma ainda que uma minuta de contrato o cita como financiador da obra, embora não haja confirmação de que o documento foi assinado. Já pessoas citadas na apuração, como o empresário Thiago Miranda e o banqueiro Daniel Vorcaro, negaram ou limitaram suas participações no projeto.

Foto: Intercept Brasil

Até a publicação da reportagem, não houve resposta de alguns dos envolvidos aos questionamentos do Intercept.