O domingo de eleições da Hungria foi encerrado as 14h (horário de Brasília) neste domingo (12/4), em um pleito considerado decisivo para o futuro político do país e para o primeiro-ministro Viktor Orbán, que busca se manter no poder após 16 anos. A votação registrou participação elevada, com mais de 77% do eleitorado comparecendo até o início da tarde, segundo autoridades eleitorais, o maior índice desde o fim do regime comunista no país.
Levantamentos divulgados após o encerramento da votação indicam vantagem do partido de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar, com cerca de 55,5% das intenções de voto. Já o Fidesz, de Orbán, aparece com 37,9%. A legenda Mi Hazánk soma 3,9%. As projeções apontam que o Tisza pode conquistar entre 131 e 139 cadeiras no Parlamento, aproximando-se de uma maioria qualificada, enquanto o Fidesz ficaria com 59 a 67 assentos, em um total de 199.
Os dados são baseados em pesquisas realizadas nos dias que antecederam a votação, já que o país não divulga boca de urna tradicional. Em eleições anteriores, esse tipo de levantamento apresentou bom nível de acerto. A disputa ocorre em meio a críticas da União Europeia ao governo húngaro, frequentemente apontado como um dos principais opositores internos do bloco. Orbán, aliado do presidente dos EUA Donald Trump, tenta renovar o mandato diante do avanço da oposição, em um cenário de pressão política interna e externa.
(*)Com informações da BandNews
