O ex-vereador e pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro tornou públicas divergências internas ao fazer um apelo direto ao irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em tom de alerta, Carlos criticou a condução política do parlamentar e a influência de aliados próximos.

Na mensagem, ele afirma que investidores estariam preocupados com os impactos da reforma tributária, que classificou como um aumento significativo de impostos. Mais do que o tema econômico, porém, o foco recaiu sobre os bastidores: Carlos argumentou que pessoas do entorno de Flávio oferecem “discursos ilusórios” e agem por interesses próprios.
Sem citar nomes diretamente, a fala é interpretada como um recado a aliados estratégicos do senador em meio às articulações para as eleições. Carlos também negou buscar espaço político ou ganhos pessoais e disse querer apenas que o irmão mantenha o controle das decisões.
A crítica mais contundente veio em forma de metáfora: segundo ele, Flávio estaria “mordendo a isca”, sugerindo risco de erro estratégico. O episódio expõe um cenário de disputa por influência dentro do núcleo conservador.
Mesmo com o discurso de união, os atritos públicos indicam que os bastidores seguem marcados por divergências e disputas internas.
