
Um estagiário de pós-graduação em Direito do Ministério Público do Paraná (MP-PR) foi demitido após, supostamente, oferecer ajuda jurídica ao dono de uma academia investigado por violência doméstica em troca de treinar sem pagar mensalidade.
Segundo o MP, o estagiário atuava na Promotoria de Justiça de Pitanga e tinha acesso a informações sigilosas do processo. O órgão afirma que ele “teria se aproveitado da função para captar cliente e solicitar vantagem indevida”.
As conversas vieram à tona depois que a ex-companheira do investigado teve acesso ao celular do homem e encontrou as mensagens. Nos prints, o estagiário diz estar “apertado nas contas” e afirma que a mãe, que é advogada, poderia assumir o caso.
“Na intenção de captar o possível cliente para o escritório da mãe, ele teria dado a entender que sua posição dentro da Promotoria de Justiça seria benéfica ao acusado, com grande possibilidade de sucesso no desenrolar do processo”, informou o MP-PR.
O jovem foi desligado em março e acabou denunciado por corrupção passiva, fraude processual e violação de sigilo funcional. O caso corre sob segredo de Justiça, e a identidade dele não foi divulgada.