Estudo aponta gene que pode retardar o envelhecimento e prevenir o Alzheimer

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Um novo estudo científico identificou que uma variante genética conhecida como APOE2 pode estar associada à maior longevidade e à proteção contra o desenvolvimento do Alzheimer. A pesquisa, publicada em maio na revista científica Aging Cell, indica que o gene ajuda a preservar a integridade do DNA dos neurônios e pode retardar processos ligados ao envelhecimento cerebral.

Segundo os pesquisadores, o APOE2 atua na proteção e no reparo de danos ao DNA, evitando que células nervosas entrem em estágios de deterioração relacionados à neurodegeneração. Para chegar aos resultados, cientistas utilizaram células-tronco geneticamente modificadas e compararam o comportamento de neurônios com diferentes variantes do gene.

De acordo com os autores do estudo, neurônios com APOE2 demonstraram maior resistência ao envelhecimento celular e maior capacidade de reparação genética, o que pode contribuir para a preservação das funções cerebrais ao longo da vida.

A descoberta também abre caminho para o desenvolvimento de futuras terapias voltadas à prevenção do Alzheimer, especialmente para pessoas que possuem a variante APOE4, considerada um dos principais fatores genéticos de risco para a doença.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores afirmam que ainda buscam entender com mais precisão como o APOE2 atua no processo de reparação do DNA e quais aplicações clínicas poderão surgir a partir da descoberta.